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Bagdá pede que Turquia pare de aceitar exportações de petróleo do Curdistão

Por Da Redação - 15 jul 2012, 14h03

A Turquia deve deixar de aceitar as exportações “ilegais” de petróleo da região autônoma do Curdistão porque, caso contrário, corre o risco de “colocar em perigo” as relações entre Ancara e Bagdá, declarou neste domingo o porta-voz do governo iraquiano.

“A Turquia deve deixar de aceitar as exportações não autorizadas de petróleo”, afirmou Ali Dabagh em um comunicado, onde considera que “a exportação de petróleo do Curdistão à Turquia é ilegal”.

“Através de suas ações, a Turquia contribui para o contrabando de petróleo iraquiano e se coloca em uma posição que não corresponde à de um vizinho com o qual temos boas relações”, explicou Dabagh.

“Esta questão afetará as relações entre nossos dois países e, em particular, nossas relações econômicas, que ficarão em perigo”, advertiu.

“Este petróleo pertence a todos os iraquianos. Deve ser exportado pelo governo federal, que representa todos os iraquianos, e as receitas que produzir também devem ir” a este governo, destacou Dabbagh.

O Curdistão, que dispõe de uma ampla autonomia em relação a Bagdá, começou a exportar petróleo cru à Turquia, provocando a ira do governo iraquiano. O petróleo cru é enviado à Turquia, refinado e enviado novamente ao Curdistão, sob a forma de produtos petrolíferos (gasolina, petróleo…).

Os líderes curdos iraquianos acusam Bagdá de não fornecer a eles produtos derivados do petróleo, mas o ministério do Petróleo desmente a informação. Além disso, a região deixou de enviar petróleo ao resto do país como consequência de uma disputa financeira.

No fim de junho, o ministério da Energia havia advertido as companhias francesas do setor que rescindiria os contratos com elas se assinassem outros acordos com autoridades locais ou regionais, depois que o Curdistão fechou contratos com grupos estrangeiros.

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