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Bachelet pede mais participação das mulheres nos países em conflito

Brasília, 14 dez (EFE).- A diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, pediu nesta quarta-feira uma maior participação das mulheres nos países que enfrentam conflitos políticos e sociais.

Os Governos e a mobilização social ‘devem aumentar a participação das mulheres nos países em conflito’, afirmou a ex-presidente chilena durante seu discurso na 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, realizada em Brasília.

Em seu discurso, Bachelet mencionou a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, a também liberiana Leymah Roberta Gbowee e a iemenita Tawakul Karman, vencedoras do Prêmio Nobel da Paz em 2011 e cujo papel foi decisivo para uma solução política em seus países.

‘Espero que isto desperte a consciência de muitos para que as mulheres possamos exercer os papéis que merecemos. Ninguém conhece melhor o problema das mulheres que as mulheres’, ressaltou.

Usando uma metáfora futebolística, Bachelet brincou dizendo que ‘as mulheres organizadas matam a bola com o peito, chutam e defendem ao mesmo tempo’

A ex-governante chilena, várias vezes aplaudida em seu discurso, no qual alternou o espanhol e o português, elogiou a Lei Maria da Penha, que endureceu as penas para os praticantes de atos de violência contra as mulheres no país.

‘Tenho plena certeza que este será o século das mulheres’, comentou Bachelet, que fez várias menções e comparou sua vida política com a da presidente Dilma Rousseff.

A conferência, presidida pela ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, e pela titular da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, termina amanhã e contou com a participação de ativistas de todos os estados e convidadas internacionais.

Bachelet chegou ao Brasil vinda do Paraguai e amanhã terá um encontro reservado com Dilma, após o qual viajará para o Rio de Janeiro, onde na sexta-feira visitará a favela do Cantagalo.

Segundo informou a ONU Mulheres, no Cantagalo a chilena se encontrará com uma centena de líderes comunitárias e conhecerá iniciativas dirigidas às crianças.

Também estão previstas reuniões com as autoridades locais e uma visita ao Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil, onde são formados os soldados brasileiros que participam de diversas missões da ONU no mundo. EFE