Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Avião da Malaysia Airlines faz pouso de emergência na Austrália

Os dispositivos de segurança da aeronave acusaram um incêndio a bordo. Depois de pousar, técnicos descobriram que o alarme era falso. Nenhum passageiro se feriu

Por Da Redação 12 jun 2015, 10h07

O inferno astral da Malaysia Airlines parece não ter mesmo um fim. Menos de duas semanas depois de anunciar “falência técnica”, a demissão de mais de 6.000 funcionários e o fim da marca, uma aeronave da companhia realizou nesta sexta-feira uma aterrissagem de emergência em um aeroporto de Melbourne, na Austrália, depois que seus dispositivos de segurança alertaram de um incêndio em um motor.

O Airbus 330, que voava para Kuala Lumpur, retornou a Melbourne pouco após decolar ao disparar o alarme do sistema da aeronave que acabou sendo falso. “Após sair de Melbourne, os sistemas do avião indicaram que houve um incêndio no motor, por isso que retornaram e aterrissaram”, disse o porta-voz do Escritório de Segurança do Transporte na Austrália à emissora ABC.

Leia também

Malaysia Airlines está em “falência técnica” e demitirá 6.000

MH370: Operação que busca avião desaparecido acha destroços no Oceano Índico

Voo MH17: Alemanha omitiu os riscos de sobrevoar leste ucraniano

Ao chegar, o aparelho foi inspecionado por engenheiros e pessoal de terra da companhia, que não encontraram nenhum rastro de incêndio, segundo informou a companhia aérea em comunicado. A bordo do avião viajavam cerca de 300 passageiros, que foram desembarcados pelas equipes de emergência do aeroporto sem que nenhum deles tivesse que ser atendido. O aeroporto de Melbourne informou que o incidente não alterou suas operações e que o trânsito aéreo seguiu com normalidade.

A Malaysia Airlines protagonizou dois grandes acidentes em 2014: em março, o voo MH370 desapareceu com 239 pessoas a bordo e nenhum vestígio do avião foi encontrado até hoje. Quatro meses depois, o voo MH17 explodiu após ser atingido por um míssil quando sobrevoava o leste da Ucrânia. As 298 pessoas que estavam a bordo morreram na tragédia. A Otan e os Estados Unidos acusam os rebeldes separatistas pró-Rússia de terem abatido o avião.

(Da redação)

Continua após a publicidade
Publicidade