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Aviação síria bombardeia a cidade de Alepo

Outras áreas controladas por rebeldes também foram atacadas. Nas últimas três semanas, os conflitos causaram mais de 4 mil mortes

A aviação síria bombardeou neste sábado vários bairros da cidade de Alepo, destruída depois de mais de um mês de combates. Segundos fontes rebeldes, que controlam várias regiões da cidade, a maioria da população civil fugiu do local. “Tentamos ajudar quem continua aqui. Todos nos apoiam”, declarou uma fonte. Outras zonas hostis ao regime também foram bombardeadas, como a cidade de Deraa, berço da rebelião no sul, e localidades da província de Idleb, no noroeste, e de Hama, no centro. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos(OSDH)., os ataques foram responsáveis pela execução sumária de pelo menos 15 pessoas na cidade de Daraya, na periferia de Damasco. Já os Comitês de Coordenação Local disseram que o número de vítimas chegou a 30, entre mortos e feridos.

O regime de Bashar al-Assad também usou a aviação e os tanques para atacar vários redutos rebeldes em toda a Síria na sexta-feira. No país, os conflitos deixaram mais de 4.000 mortos nas últimas três semanas, segundo o observatório.

O novo mediador das Nações-Unidas e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, admitiu, na sexta-feira, estar assustado diante de sua missão. “Estou honrado, orgulhoso, comovido e assustado”, disse durante um encontro com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Brahimi havia sido criticado pela oposição síria por não exortar o presidente Bashar al-Assad a deixar o poder. Agora, o mediador prometeu que a população do país será prioridade de suas ações.

“O povo sírio, antes de tudo. Colocaremos seus interesses acima de tudo. Aportaremos o máximo de ajuda que pudermos, não pouparemos esforços”, declarou Brahimi. Na quinta-feira, o vice-ministro das Relações Exteriores sírio, Faisal Meqdad, afirmou que a Síria cooperava com Brahimi para de estabelecer “um diálogo nacional” o quanto antes.

Segundo Ban Ki-moon, a tarefa de Brahimi será “essencial para contribuir com a paz na Síria, a estabilidade e a promoção dos direitos humanos”. A reunião com Ban foi o primeiro gesto oficial do ex-ministro das Relações Exteriores argelino desde que foi nomeado para o posto de mediador, no dia 14 de agosto.

Brahimi substituirá, no dia 1º de setembro, Kofi Annan, que apresentou sua renúncia no dia 2 de agosto. O motivo da desistência foi a falta de apoio das grandes potências a seus esforços para pôr fim à violência no país que. O Conselho de Segurança da ONU está dividido sobre a Síria. A China e a Rússia bloquearam três propostas sobre sanções contra o regime de Assad. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, os conflitos causaram cerca de 23.000 mortos em 17 meses.

(Com AFP e EFE)