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Autoridades sírias libertam 30 detidos envolvidos na revolta

Por - 21 abr 2012, 09h31

As autoridades sírias libertaram 30 detidos envolvidos na revolta popular contra o regime do presidente Bashar al-Assad que não tinham “as mãos manchadas de sangue”, anunciou neste sábado a agência oficial Sana.

Já a organização Anistia Internacional está preocupada pelo destino do cardiologista Mahmud al Rifai, detido no dia 16 de fevereiro por tratar manifestantes feridos, assim como do militante de direitos humanos Mohammed al-Amar, que estaria detido desde 19 de março. Todos provavelmente foram torturados.

O plano para pôr fim à crise, defendido pelo emissário internacional Kofi Annan e aceito por Damasco, também prevê um cessar-fogo, oficialmente em vigor desde 12 de abril, e a libertação de detidos pela revolta iniciada em março de 2011.

Segundo a Sana, 4 mil prisioneiros já foram libertados desde novembro de 2011.

A agência também informa que um “grupo terrorista armado” causou a explosão neste sábado ao amanhecer de um oleoduto perto de Abu Hamam, na província de Deir Ezzor (leste), provocando um incêndio.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), as forças governamentais realizaram neste sábado inspeções e detenções na província de Deraa (sul), onde foram ouvidos tiros.

Autoridades e opositores se acusam mutuamente de violar diariamente o cessar-fogo que entrou em vigor no dia 12 de abril. Na sexta-feira, a violência deixou 46 mortos, 29 deles civis, cinco dias após a chegada dos primeiros observadores enviados pela ONU para vigiar a trégua, segundo o OSDH.

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