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Autoridades internacionais apoiam movimentação de Guaidó

OEA e Grupo de Lima reiteraram apoio ao presidente autoproclamado; senador dos EUA, Marco Rubio pediu que os venezuelanos impeçam "colonização" cubana

Autoridades internacionais reagiram favoravelmente à convocação do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, para a “fase final” do golpe de Estado contra o ditador do país, Nicolás Maduro, nesta terça-feira, 30.

O senador americano Marco Rubio, chefe estratégico do governo de Donald Trump para a Venezuela, cumprimentou o levante militar da oposição contra Maduro. Em seu perfil no Twitter, o congressista da Flórida afirmou que “a liberdade está esperando pelos venezuelanos.”

“Agora, o momento é de tomar as ruas em apoio ao governo interino”, afirmou. “Hoje é o dia em que não podem haver espectadores na Venezuela. Líderes policiais, judiciais e políticos devem apoiar a restauração da democracia constitucional ou então serão partidários dos esforços de Cuba para colonizar a Venezuela. Esta escolha definirá o resto de suas vidas”, completou o republicano, de origem cubana.

No início desta terça-feira, Guaidó, presidente da oposicionista Assembleia Nacional, publicou um vídeo acompanhado do dirigente do Vontade Popular (VP), Leopoldo López, em prisão domiciliar desde 2015, e de militares da FAN, assegurando que “o fim definitivo da usurpação começou hoje” com o apoio de lideranças das Forças Armadas, aliadas históricas do chavismo.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, um dos mais de 50 líderes aliados ao presidente interino, pediu que a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) apoiem “o lado certo da história” e “reneguem a ditadura e usurpação de Maduro.” Duque ainda convocou uma reunião de emergência do Grupo de Lima, união com representantes de 14 países americanos, incluindo o Brasil, para discutir a nova movimentação de Guaidó. 

O colombiano convidou o povo venezuelano a se unir “na busca pela liberdade, democracia e reconstrução institucional encabeçada por Guaidó.”

O governo da Espanha, reeleito no último domingo 28, também reiterou sua oposição a Maduro, mas expressou sua preocupação para que “não aconteça um derramamento de sangue” na Venezuela, em meio a imagens dos confrontos entre manifestantes que tomam as ruas de Caracas e forças policiais fieis a Maduro.

“Confiamos na realização imediata de eleições para a escolha de um novo presidente”, afirmou a porta-voz do governo e ministra da Educação, Isabel Celaá, na saída de uma reunião do Conselho de Ministérios do país.

Já o secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, parabenizou os militares por sua adesão à iniciativa para dar fim ao regime do líder chavista. “É necessário oferecer todo o apoio ao processo de transição democrática de forma pacífica”, escreveu o uruguaio em sua conta no Twitter.

(Com EFE)