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Autoridades de Portugal abrem investigação sobre agressões a jornalistas

As autoridades portuguesas abriram uma investigação nesta sexta-feira, após incidentes durante uma manifestação na quinta-feira em que dois fotógrafos, entre eles uma da AFP, foram agredidos pelas forças de ordem.

O Ministério português do Interior informou em um comunicado que “lamenta os incidentes” e “procederá com a abertura de uma investigação, além da instauração de inquéritos pela polícia sobre os mesmos incidentes”.

Dois fotojornalistas, Patricia de Melo Moreira da Agência France-Presse e José Goulao da agência Lusa, foram agredidos pela polícia enquanto cobriam, na quinta-feira, uma briga entre manifestantes e as forças de segurança, durante uma greve geral convocada pelo maior sindicato português, o CGTP.

Os dois fotojornalistas foram agredidos, mesmo após terem mostrado suas credenciais de imprensa para a polícia.

A AFP e a Lusa enviaram cartas de repúdio ao diretor nacional da polícia, o superintendente Paulo Gomes Valente.

Em sua carta de protesto, assinada por seu CEO, Emmanuel Hoog, a AFP considerou a agressão à jornalista “uma violação flagrante da liberdade de imprensa”.

A imprensa portuguesa tem relatado amplamente estes incidentes e uma foto de Patricia Moreira de Melo tirada no momento da agressão ganhou destaque em muitos jornais.