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Autores de vídeo de tortura nos EUA são acusados de crime de ódio

Quatros pessoas foram presas em conexão com um vídeo em que torturam outro jovem, enquanto ofendem "pessoas brancas" e Donald Trump

Por Da redação - 5 jan 2017, 21h52

Quatro jovens negros foram acusados por crime de ódio, agravado por sequestro, em conexão com um vídeo em que torturam uma pessoa com deficiência, nos Estados Unidos. A cena foi transmitida ao vivo na última terça-feira, através do Facebook, e mostra a violência contra um branco de cerca de 18 anos, cuja identidade não foi revelada pela polícia.

Dois homens e duas mulheres foram identificados nesta quinta-feira como suspeitos: Jordan Hill, de 18 anos, Tesfaye Cooper, 18, Brittany Covington, 18 e Tanishia Covington, 24. Na gravação, os jovens aparecem gritando frases como “f*da-se Donald Trump” e “f*dam-se as pessoas brancas”, enquanto espancam e torturam a vítima, que está amarrada.

A transmissão durou cerca de meia hora, porém, o jovem ficou entre quatro e cinco horas amarrado e até 78 horas nas mãos dos torturadores, informou o comandante da polícia de Chicago, Kevin Duffin. De acordo com as autoridades, ele já está em casa se recuperando dos ferimentos, na companhia de sua família.

A acusação da polícia por crime de ódio demonstra que os insultos de caráter racial durante a agressão serão levados em conta no julgamento. Segundo o site da cidade de Chicago, tais crimes são aqueles motivados por “ancestralidade, cor, credo, gênero, raça, religião, orientação sexual, deficiência física ou mental ou origem”. “Crimes de ódio não machucam apenas a vítima, mas também o grupo ao qual a vítima pertence”, explica a lei.

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Tortura

Na gravação, os agressores aparecem cortando a roupa da vítima, jogando cinza de cigarros nela, atingindo sua cabeça com um pé e cortando parte de seu couro cabeludo com uma faca. O grupo pede ao jovem que insulte Trump e o obriga a beber água de um vaso sanitário, enquanto várias pessoas riem e fumam. O desaparecimento do adolescente foi reportado pela família na segunda-feira e ele foi encontrado vagando na rua no dia seguinte.

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