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Autor dos atentados de 2002 em Bali começa a ser julgado na Indonésia

Por Da Redação 13 fev 2012, 09h44

Paula Regueira Leal.

Jacarta, 13 fev (EFE).- Um tribunal da Indonésia começou nesta segunda-feira a julgar um dos autores dos atentados de 2002 na ilha de Bali, o islamita indonésio Umar Patek, acusado de assassinato premeditado, fabricação de explosivos e posse de armas.

Patek, de 45 anos, pode enfrentar a pena de morte se for considerado culpado de preparar as bombas que causaram 202 mortes ao explodir em uma região de bares e restaurantes e próxima ao consulado dos Estados Unidos em outubro de 2002.

Na primeira audiência do julgamento, na qual mais de 250 policiais e militares cuidaram da segurança, o promotor Fri Hartono disse que o acusado aceitou um convite do terrorista Imam Samudra para participar dos ataques de Bali.

‘Samudra lhe pediu que preparasse os explosivos para as bombas e ele aceitou’, afirmou a acusação.

O indonésio Samudra foi executado em 2008 por ser um dos responsáveis pelos atentados de Bali, junto com outros dois cúmplices, Amrozi e Ali Gufron.

Os promotores também indicaram Patek como envolvido na série de explosões em igrejas cristãs de Jacarta na noite do dia 24 de dezembro de 2000, quando morreram 20 pessoas, e no fornecimento de armas a um acampamento terrorista na província de Aceh, no norte da ilha de Sumatra.

O islamita, que vestia uma túnica, calças e um ‘taqiyah’ (chapéu muçulmano) brancos, escutou e leu em silêncio com a ajuda de óculos as 29 páginas da acusação.

O advogado da defesa Asludin Hatjani declarou que as acusações ‘não têm conteúdo’ e antecipou a apresentação de objeções na próxima audiência do julgamento, fixada para 20 de fevereiro.

‘Estão tentando transformar Patek no cérebro dos atentados de Bali, mas ele não é’, denunciou Hatjani em declarações a jornalistas.

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Está previsto que o processo judicial realizado nos julgamentos do distrito oeste de Jacarta se prolongue durante vários meses porque a Promotoria apresentou uma lista com 86 testemunhas.

Patek, cujo nome verdadeiro é Hisyam Ali Zein Bawazier, era um dos terroristas mais procurados do Sudeste Asiático quando em janeiro de 2011 foi detido na localidade paquistanesa de Abbottabad, o mesmo local no qual meses depois um comando americano matou o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden.

Os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de US$ 1 milhão pela captura de Patek.

Os atentados de Bali, ocorridos em outubro de 2002, consistiram em três explosões consecutivas: dois em uma região de bares, discotecas e restaurantes para turistas e outra, de menor potência, próximo ao consulado dos Estados Unidos em Denpasar.

Morreram 21 pessoas de países diferentes, entre eles 88 australianos, 38 indonésios e 28 britânicos.

Além de executar em 2008 três dos responsáveis pelo massacre, as autoridades indonésias prenderam vários deles, mas o caso continua aberto.

Segundo documentos apresentados pela acusação, após o golpe em Bali, Patek fugiu às Filipinas, onde colaborou com a Frente Moro de Libertação Islâmica (FMLI), a principal organização muçulmana separatista do país.

Fontes da investigação judicial sustentam que o radical retornou em 2009 à Indonésia e se escondeu na capital e em outras regiões do país com sua esposa durante um ano, e posteriormente viajou ao Paquistão.

O acusado é um dos supostos cabeças da organização terrorista Jemaah Islamiya (YI), considerada o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático, e responsável pelos atentados mais sangrentos da região na última década.

O propósito da YI é estabelecer um califado islâmico na Indonésia, Malásia, Cingapura, no sul das Filipinas e Tailândia. EFE

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