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Autor de massacre racista em igreja nos EUA é considerado culpado

Em junho de 2015, Dylann Roof matou a tiros nove fiéis negros em uma histórica igreja da comunidade negra da cidade

Por Da redação 15 dez 2016, 20h59

O autor do massacre racista em uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul, no ano passado foi considerado culpado nesta quinta-feira de todas as 33 acusações que o levaram ao tribunal. Em junho de 2015, Dylann Roof matou a tiros nove fiéis negros em uma histórica igreja da comunidade negra da cidade, em crime de ódio racial.

Entre os crimes estão acusações de violação da Lei de Crime de Ódio, de usar arma de fogo para cometer assassinato, e de obstrução do exercício da religião.

Na próxima fase do julgamento, marcada para janeiro, o tribunal decidirá se Roof, de 22 anos, será condenado à pena de morte ou à prisão perpétua.

O assassino, que defende a supremacia branca, confessou o crime a dois agentes do FBI após sua captura.

A promotoria acusou Roof de ser um assassino “frio e calculista” e exibiu no tribunal um vídeo em que ele ria após admitir ter matado as pessoas na igreja. Os advogados de defesa não convocaram nenhuma testemunha, e Roof não falou ao júri. O defensor David Bruck já tinha dito que não questionaria os fatos, nem as testemunhas da promotoria.

Testemunho de acusação

Uma sobrevivente do massacre disse que o agressor a poupou para que pudesse contar a história. Durante o julgamento, Polly Sheppard, de 72 anos, descreveu com carinho os nove homens e mulheres que morreram quando participavam em um grupo de estudos da Bíblia.

Roof entrou na igreja, uniu-se ao grupo e recebeu uma Bíblia e um panfleto. Quase uma hora depois, quando todos ficaram de pé para rezar com os olhos fechados, Sheppard ouviu os primeiros disparos.

Ela contou ter se escondido debaixo de uma mesa e, após vários tiros, viu as botas do assassino diante dela.

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“Não atirei em você ainda?”, perguntou-lhe Roof.

“Não”, respondeu ela.

“Não vou fazê-lo. Preciso que conte a história”, disse o jovem, segundo o relato da mulher.

Sheppard também contou ao júri como Roof executou Tywanza Sanders, que tinha 26 anos. “Por que está fazendo isso? Não fizemos nada”, disse Tywanza ao agressor.

“Alguém tinha que fazê-lo porque, sabe, os negros estão matando os brancos toda hora na rua e estão violentando as mulheres brancas”, disse Roof. Esta declaração também foi gravada pelas câmeras de segurança.

A mãe de Tywanza, Felicia Sanders, deu um testemunho emocionado na semana passada sobre a cena, levando os presentes às lágrimas. Durante seu relato na corte, a mãe de Roof sofreu um infarto e foi levada para a emergência.

 

 

(Com AFP)

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