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Austrália passa a exigir 2 pessoas nas cabines dos aviões

A mesma medida foi adotada por diversas companhias aéreas do mundo após a tragédia com o Airbus A320 da Germanwings, derrubado deliberadamente pelo copiloto

Por Da Redação - 30 mar 2015, 05h52

O governo da Austrália anunciou nesta segunda-feira o reforço na segurança dos voos comerciais domésticos e internacionais com a presença permanente e obrigatória de duas pessoas autorizadas na ponte de comando. A mesma medida foi anunciada por diversas companhias aéreas no mundo nos últimos dias, depois da tragédia do voo 4U9525.

“As companhias aéreas australianas atualizaram imediatamente os padrões dos Procedimentos Operacionais para exigir a presença de dois membros da tripulação ou de pessoas autorizadas na cabine o tempo todo”, informou um comunicado do vice-primeiro-ministro e titular de Infraestruturas do país, Warren Truss.

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A decisão é uma consequência do desastre com o Airbus A320 da Germanwings. Segundo as investigações, o avião foi derrubado deliberadamente pelo copiloto Andreas Lubitz, que se trancou na cabine depois que o comandante saiu. A tragédia matou todas as 150 pessoas a bordo.

Truss enfatizou que estas medidas serão aplicadas “o tempo todo, em todos os serviços regulares de transporte nos quais as aeronaves tenham capacidade para 50 passageiros ou mais”. “Isto significa que um dos assistentes de voo deverá ir se sentar na cabine se um dos pilotos precisar deixá-la por qualquer razão”, explicou o vice-premiê em entrevista coletiva.

Em virtude da medida, que entra em vigor imediatamente e será revisada em um ano, “o piloto no comando do avião será responsável por aplicar os requerimentos para que estejam presentes dois membros da tripulação, de se assegurar que as operações sejam seguras, dependendo das circunstâncias da tripulação”.

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O Executivo australiano também se comprometeu de que as agências governamentais trabalharão com a indústria da aviação e com as equipes das companhias aéreas para identificar outros elementos que possam ser aprimorados em prol da segurança na cabine.

(Com agência EFE)

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