Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Ativistas da Primavera Árabe são favoritos ao Nobel da Paz

Escolha seria uma forma de incentivar as mudanças em curso nos países islâmicos que vivem sob ditaduras

Por Da Redação 6 out 2011, 16h25

Os ativistas envolvidos nas revoltas contra os regimes ditatoriais de países da África e Oriente Médio, movimento conhecido como Primavera Árabe, são os favoritos para ganhar o prêmio Nobel da paz, que será anunciado nesta sexta-feira em Oslo, segundo a imprensa norueguesa e o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz. Os fundadores do Movimento 6 de Abril, Israa Abdek Fattah e Ahmed Maher, as blogueira Nora Younis, o diretor de marketing do Google no Oriente Médio e Norte da África, Wael Ghonim, e a ativista Lina Ben Mhenni são nomes cotados para serem agraciados com a condecoração.

O prazo para as inscrições dos candidatos se encerrou no dia 1º de fevereiro, pouco depois do ditador Zine El Abidine Ben Ali deixar o poder na Tunísia e antes da queda de Hosni Mubarak no Egito. Embora ainda não esteja claro qual será o futuro político dessas nações, o prêmio poderia ser entregue aos rebeldes como forma de incentivar as mudanças em direção à democracia.

Outros nomes – Na casa de apostas virtual Unibet, no entanto, os favoritos para ganhar o prêmio são a presidente da Comissão Afegã Independente de Direitos Humanos, Sima Samar, e os cubanos Osvaldo Payá e Oscar Elias Biscet. E acima de todos eles aparece a opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, que foi libertada no final de 2010 após vários anos de prisão domiciliar. A ativista recebeu o Nobel em 1991 e por isso os especialistas acham improvável sua escolha esse ano.

Os outros nomes que concorrem ao prêmio são a dirigente da organização em defesa dos direitos humanos, a russa Svetlana Gannushkina, a advogada chechena Lidia Yusúpova, a uigur Rebiya Kadeer e o ativista russo Serguéi Kovaliov.

A lista conta ainda com os criadores da internet, o fundador do canal de televisão Al Jazira, a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, a União Europeia, o ex-chanceler alemão Helmut Kohl, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, o médico congolês Denis Mukwege, o monge vietnamita Thich Quang Do e o ativista antinuclear israelense Mordechai Vanunu.

O nome dos candidatos só é conhecido, no entanto, se quem os indicou torna isso público. O Comitê do Nobel não divulga a lista dos nomes, apenas o número de concorrentes, que este ano alcançou o recorde de 241 candidatos, entre pessoas e organizações. A decisão final muitas vezes foi marcada por polêmicas, como a escolha de Barack Obama em 2009 e do ativista chinês Liu Xiabo, em 2010, prêmio que gerou uma dura reação de Pequim.

(Com agência EFE)

Continua após a publicidade
Publicidade