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Ativista relata torturas das forças sírias a prisioneiros da oposição

Por Da Redação - 10 jun 2012, 14h08

Cairo, 10 jun (EFE).- Um ativista opositor ao regime Sírio relatou as torturas sofridas em uma prisão do país, onde foi espancado e recebeu choques elétricos, em um testemunho divulgado neste domingo pelos Comitês de Coordenação Local

Segundo o ativista, membro do Centro Sírio para Meios de Comunicação e Liberdade de Expressão que não foi identificado, seu calvário começou quando foi transferidos à sede da Quarta Divisão dos serviços da Inteligência Aérea, um dos principais órgãos de repressão do regime. Antes disso, ele havia permanecido preso em outro lugar durante um mês.

‘Eles nos deram as boas-vindas com o que chamavam ‘procedimento de entrada’ que inclui agressões, insultos e torturas’, disse o detido. Dois de seus companheiros, Mansur e Hani, da mesma ONG, lhe disseram mais tarde eles tinham recebido, além disso, descargas elétricas.

‘Mansur foi empurrado por umas escadas, caiu e teve uma lesão no joelho. Isto pode deixar seqüelas permanentes’, afirmou o ativista. No dia seguinte, um dos guardas os castigou com uma chicotada nos pés, enquanto no terceiro dia foram submetidos a um ‘reconhecimento médico’ no qual de novo passaram por choques elétricos.

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O opositor contou também que foram denunciados por outro recluso por falar da revolta popular na Síria e por isso foram castigados com golpes ‘brutais’ nas costas e na cabeça, além de eletrochoques.

O ativista lembrou que na hora de comer, os guardas obrigavam os réus a formar uma fila contra a parede e começavam a aplicar choques elétricos aos prisioneiros das pontas e depois os obrigavam a caminhar sobre as cabeças dos companheiros.

A testemunha foi detida em 16 de fevereiro junto com 13 membros da ONG, durante uma visita das forças de segurança na sede da organização em Damasco.

As quatro mulheres do grupo, entre a ativista Razan Gazaui, e três homens foram libertados ao pagar uma fiança em maio, enquanto o presidente da ONG, Mazen Darwish, e o resto de detidos seguem presos.

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Segundo os Comitês, Darwish foi isolado do resto dos detidos após o primeiro dia de sua detenção. EFE

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