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Ativista anti-vacina é preso em meio a surto de sarampo em Samoa

Alto nível de contágio e mortes pela doença são atribuídos a pessoas que divulgam informações falsas, alegando que vacinas são perigosas

Por Da Redação
6 dez 2019, 17h25

Um ativista contrário a vacinações foi preso nesta sexta-feira, 6, em Samoa, sob a acusação de incitar o descumprimento da ordem do governo de que todo cidadão seja imunizado contra o sarampo. O país está vulnerável a um surto da doença, que já matou ao menos 63 pessoas, principalmente crianças pequenas, desde outubro.

A contaminação é, em parte, atribuída a pessoas que divulgam informações falsas, alegando que as vacinas são perigosas à saúde. Samoa declarou estado de emergência, e iniciou um programa de vacinação compulsória em massa.

O ativista preso, Edwin Tamasese, havia feito postagens contra a imunização no Facebook, promovendo em o uso de remédios caseiros para tratar a doença, como o extrato de folhas de mamão.

Segundo a emissora britânica BBC, antes de sua prisão, Tamasese havia descrito o programa do governo como “o maior crime contra nosso povo”, e alegou que a vitamina C poderia curar as crianças infectadas.

Fake news perigosas

Em 2018, as mortes de duas crianças samoanas foram atribuídas incorretamente à vacina tríplice viral – contra sarampo, caxumba e rubéola. Embora a verdadeira causa tenha sido um erro médico – enfermeiros misturaram a vacina com um relaxante muscular, em vez de água –, os casos aterrorizaram Samoa e foram explorados por ativistas anti-vacina.

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Desde então, o país na Polinésia observa uma brusca queda nas taxas de vacinação. No ano passado, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a quantidade de crianças que receberam a primeira dose da vacina contra sarampo caiu de 58% para 31%, e das que receberam a segunda dose passou de 42% para 13%. O padrão se repete com outras vacinas, como a preventiva da pólio e a BCG.

Além da campanha de vacinação, Samoa também determinou que famílias não vacinadas pendurassem uma bandeira vermelha do lado de fora de suas casas. Enquanto isso, todas as escolas estão fechadas, e crianças menores de 17 anos foram proibidas de participar de reuniões públicas.

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