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Atentado em igreja deixa ao menos seis mortos em Burkina Faso

Atentado em culto protestante aconteceu apenas um dia depois de tiroteio em sinagoga nos EUA

Por Da Redação Atualizado em 29 abr 2019, 17h15 - Publicado em 29 abr 2019, 14h08

Atiradores abriram fogo dentro de uma igreja no norte de Burkina Faso, matando ao menos seis pessoas, informaram as autoridades locais nesta segunda-feira, 29.

Os criminosos chegaram ao local em sete motocicletas já no final da missa do domingo 28 e dispararam contra o pastor, dois de seus filhos e três outros fieis, no primeiro ataque contra um espaço religioso desde a ascensão das ações terroristas no país africano.

Desde 2016, jihadistas da Al-Qaeda, do Estado Islâmico (EI), e do grupo local Ansarul Islam mantêm redutos na região o que aumentou o número de ataques de doze para 158 em apenas dois anos, de acordo com o projeto Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (Acled).

O atentado de domingo atingiu a igreja protestante da pequena cidade de Silgadji, próxima a Djibo, capital da província Soum, por volta do meio-dia no horário local (9 horas no horário de Brasília). O número de terroristas envolvidos não foi revelado e nenhum grupo se responsabilizou pela ação até o momento.

Grupos islâmicos têm sido culpabilizados por diversos ataques no país nos últimos anos e este já é o terceiro incidente nas últimas semanas, segundo informações da BBC. Na sexta-feira 26, cinco professores foram mortos no leste do país em outro atentado atribuído aos jihadistas e um padre católico sequestrado por terroristas há um mês continua desaparecido.

Ameaça mundial

O caso de Burkina Faso é mais um dos massacres por intolerância religiosa a marcar 2019. No domingo de Páscoa, uma série de explosões em hotéis de luxo e igrejas do Sri Lanka deixou 253 mortos e pelo menos 500 feridos.

O governo do país suspeita que o grupo terrorista local National Thowheeth Jamath (NTJ) tenha arquitetado o atentado, reivindicado pelo Estado Islâmico, em parceria com células terroristas estrangeiras. No Sri Lanka a população cristã representa 7,4%, enquanto budistas 70,2%, hinduístas 12,6% e muçulmanos 9,7%, segundo dados do censo de 2011.

No meio de março, outras cinquenta pessoas morreram e 47 ficaram feridas em ataques a duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia. “Esse é um dos dias mais sombrios da história do país. Esse tipo de violência não tem lugar na Nova Zelândia, é um ato sem precedentes”, disse Jacinda Ardern, a primeira-ministra neozelandesa, em coletiva de imprensa.

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Ardern liderou uma campanha pelo endurecimento das leis de porte de armas no país e poucas semanas após o incidente a legislação armamentista foi alterada, dificultando o acesso às pistolas.

À época, um dos ataques foi parcialmente transmitido ao vivo pelo Facebook do atirador. A polícia neozelandesa determinou a remoção do vídeo do perfil, mas as imagens acabaram se espalhando, impulsionando críticas contra uma política omissa da empresa quanto ao conteúdo propagado por seus usuários.

Em outra postagem, feita antes do atentado, uma conta que supostamente pertencia ao executor, cujo nome não é pronunciado pelas autoridades neozelandesas, publicou um manifesto de 87 páginas com conteúdo supremacista branco, antimuçulmano e anti-imigrantes.

Ainda no último sábado 27, um homem atacou uma sinagoga nos arredores de San Diego, na Califórnia, dizendo se inspirar no massacre da Nova Zelândia. John Earnest, de 19 anos, deixou um manifesto antissemita também nas redes sociais, em que prometia defender os europeus e declarava admiração por Adolf Hitler.

O tiroteio na cidade de Poway, a 30 quilômetros ao norte de San Diego, deixou uma pessoa morta e três feridas. Os feridos estão em condições estáveis e não correm riscos.

Earnest também está sendo investigado pela polícia dos Estados Unidos por um incêndio em uma mesquita na Califórnia no mês passado.

Na carta aberta, o jovem confessa ter ateado fogo na mesquita em Escondido, localizada a apenas 14 quilômetros da sinagoga de Poway. O ataque não deixou vítimas. Há exatos seis meses, no maior ataque à comunidade judaica americana na história recente, um homem invadiu uma sinagoga de Pittsburgh e abriu fogo contra os presentes, deixando onze mortos.

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