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Atirador que matou nove estudantes é identificado pela imprensa

Chris Harper Mercer tinha 26 anos e não estudava na Faculdade Umpqua, local do ataque

Por Da Redação - 2 Oct 2015, 08h55

As autoridades americanas revisaram para nove o número de vítimas mortas pelo atirador que atacou nesta quinta-feira a Faculdade Umpqua, em Roseburg, no Estado do Oregon. O xerife John Hanlin esclareceu que o décimo morto é o próprio atirador, que foi baleado em uma troca de tiros com policiais. Hanlin não quis confirmar a identidade de homem que cometeu o crime “para não dar crédito a alguém que fez esse ato terrível e covarde”, mas a imprensa americana afirma que o rapaz é Chris Harper Mercer, 26 anos, que não estudava no local.

Segundo a emissora CNN, Mercer portava três armas – uma delas era um fuzil automático – e usava um colete à prova de balas no momento da ação. Testemunhas contaram à televisão que o homem questionava suas vítimas sobre qual religião seguiam e, então, decidia se matava ou não as pessoas. Vizinhos de Mercer o descreveram como um sujeito introspectivo e muito tímido. Mercer aparece posando com armas em fotos publicadas em uma rede social.

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Stacy Boylan, pai de uma das alunas que foi atingida, mas sobreviveu, contou que sua filha relatou que Mercer estava matando todos que diziam ser cristãos e que ele ironizava dizendo “que iam encontrar Deus em menos de um segundo”. As autoridades ainda não têm ideia das motivações do rapaz e seguem nas investigações. Após mais um massacre, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a pedir uma lei mais dura para o acesso às armas e disse que “apenas orações não bastam” para encerrar esse tipo de episódio.

“Não deveria ser tão fácil para uma pessoa que queira ferir outras pessoas conseguir uma arma”, afirmou o presidente, sem disfarçar sua irritação. “Qualquer pessoa que faça isso tem uma doença mental”, completou. “Somos uns dos maiores países que assiste a essas mortes em massa a cada mês”. Obama também disse que o país gasta trilhões de dólares para impedir ataques terroristas no país e no mundo, mas que o Congresso barra todas as tentativas de limitar a venda de armas para impedir mortes banais no território americano.

(Com Ansa)

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