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Atirador morto após ataque em Washington tinha 34 anos

As autoridades identificaram Aaron Alexis como responsável pelos disparos. Ele teria entrado na base com a identidade de um ex-funcionário

Por Da Redação - Atualizado em 10 dez 2018, 10h52 - Publicado em 16 set 2013, 17h31

O escritório do FBI em Washington identificou o atirador que foi morto nesta segunda-feira em um complexo da Marinha dos Estados Unidos, como um morador da cidade de Forth Worth, no estado do Texas. Aaron Alexis, de 34 anos, abriu fogo contra funcionários que estavam dentro da base, deixando ao menos doze mortos. Segundo a NBC News, as autoridades acreditam que ele entrou no local com a identidade de um ex-funcionário. A apresentação do documento possivelmente livrou Alexis de ter sua bolsa revistada pelos seguranças na entrada.

A identidade foi encontrada próxima ao corpo de Alexis. A polícia ainda está checando as informações do documento e não traçou nenhuma relação aparente entre o atirador e o dono da identidade. As autoridades ainda procuram outro suspeito de participação no ataque. O indivíduo em questão é um homem com idade entre 40 e 50 anos.

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O FBI pediu ao público que repasse qualquer informação sobre o ataque e sobre Alexis, ressaltando que os investigadores estão em busca de suas movimentações recentes, seus contatos e amigos.

Antecedentes – A agência Reuters informou que Alexis serviu na Marinha de maio de 2007 a janeiro de 2011. Ele teria sido dispensado depois de uma série de episódios de má conduta, segundo um oficial naval, que não foi identificado.

Em 2004, ele foi detido depois de um ‘ataque de fúria’ que o levou a atirar nos pneus de um veículo que estava estacionado perto de onde ele morava à época, informou a polícia de Seattle nesta segunda-feira. Testemunhas disseram que ele atirou três vezes em dois pneus do carro antes de voltar para casa caminhando calmamente. O carro pertencia a um homem que trabalha em uma construção na vizinhança e o responsável pela construção disse à polícia que Alexis provavelmente estava irritado com a construção e os veículos que passaram a ser estacionados na região por causa da obra. O incidente ocorreu no início de maio, mas o atirador só foi preso um mês depois, por não ter sido encontrado no dia em que atirou no carro. Policiais fizeram uma busca na casa onde Alexis morava e encontraram uma pistola e munição.

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Interrogado, o atirador disse que havia sido “desrespeitado” pelos trabalhadores da construção. Afirmou também ter sofrido um “apagão” no dia do incidente, só conseguindo se dar conta de que havia atirado no carro uma hora depois. Alexis disse ainda aos policiais que os “trágicos eventos de 11 de setembro o perturbaram”. Os investigadores conversaram posteriormente com o pai de Alexis, que morava em Nova York à época, e ele disse que o filho tinha problemas para controlar a raiva em decorrência de estresse pós-traumático. Explicou que Alexis participou dos trabalhos de resgate depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Motivos – O prefeito da capital, Vincent Gray, disse que não há razão para se suspeitar de que o ataque foi um ato de terrorismo. No entanto, não se sabe o que levou à ação. “Vamos continuar a buscar informação sobre qual foi o motivo. Nós não temos nenhuma razão a essa altura para suspeitar de terrorismo. Mas certamente isso não foi descartado”.

Um terceiro homem que também estava sendo buscado foi identificado e liberado pelas autoridades. Como muitas pessoas são autorizadas a andar armadas dentro do complexo militar, o FBI aponta que existem “fortes indícios” de que haja um segundo atirador.

Os primeiros disparos foram registrados às 8h20 (9h20 no horário de Brasília). Segundo o Washington Post, que citou fontes da polícia, os atiradores entraram em um dos prédios do complexo e dispararam contra dezenas de pessoas que estavam no local. De acordo com a rede britânica BBC, o ataque limitou-se a um dos prédios do Washington Navy Yard, um complexo administrativo da Marinha dos EUA ao sul da capital, que abriga o centro de operações navais do país e gabinetes da Justiça naval. Cerca de 3 000 pessoas trabalham no local.

O chefe do Pentágono, Chuck Hagel, divulgou comunicado afirmando que esta segunda-feira é um “dia trágico para o Departamento de Defesa, para a capital e para o país”. “Meus pensamentos e orações estão com as vítimas desse terrível ato de violência, com suas famílias, e com todos os que foram atingidos pelos acontecimentos de hoje”

Por volta de 12h30 (13h30), o presidente Barack Obama falou sobre o ataque. Ele classificou o episódio como uma “tragédia” e um “ato covarde”, e disse que o crime “será investigado”.

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