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Atirador do Colorado tem doença mental, alega advogado

Na audiência de quinta-feira, o réu James Holmes parecia confuso e perplexo

O advogado de James Holmes, acusado pelo massacre que deixou 12 pessoas mortas na estreia de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge em um cinema do Colorado, alegou em um tribunal federal que seu cliente tem uma possível “doença mental”.

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“Não poderemos começar a avaliar a doença mental de Holmes enquanto não tivermos todas as informações”, declarou Daniel King, advogado do acusado, que utilizou a expressão “doente mental” em três ocasiões durante a audiência — dando uma pista de qual será a estratégia da defesa no caso. Holmes, de 24 anos, compareceu ao tribunal nesta quinta-feira algemado e cercado por três policiais. O jovem apresentava o mesmo semblante confuso e perplexo das audiências anteriores, mas havia deixado crescer costeletas e um bigode, e o seu cabelo tingido de laranja estava descolorido, assumindo um tom rosa.

Acesso aos documentos – Durante a audiência, vinte orgãos de imprensa dos EUA apresentaram um pedido oficial para que o juiz William Sylvester volte atrás em sua decisão de não divulgar os documentos do processo relativo ao massacre. Tanto a acusação quanto a defesa concordam com o juiz sobre o sigilo. O promotor acredita que abrir as informações para o público poderia atrapalhar as investigações, enquanto o advogado argumenta que o acesso prejudicaria o direito de Holmes a um veredicto justo. O juiz respondeu que vai analisar o pedido dos jornais, sem dar uma data para a resposta.

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Massacre – Holmes, de 24 anos, compareceu ao tribunal nesta quinta-feira algemado e cercado por três policiais. O jovem apresentava o mesmo semblante confuso e perplexo das audiências anteriores. Holmes é acusado de abrir fogo contra o público em um cinema lotado da cidade de Aurora, matando 12 pessoas e ferindo outras 58 durante a estreia do novo filme do Batman, em 20 de julho. Ao ser preso, ele afirmou que era o Coringa, um dos vilões mais famosos das histórias do super-herói mascarado.

O réu enfrenta acusações por 142 crimes, incluindo 24 homicídios — 12 assassinatos de primeiro grau e 12 assassinatos “com extrema indiferença”. Segundo a promotoria, Holmes pode ser condenado à morte, mas o tribunal levará várias semanas para decidir qual será a pena. A próxima audiência do caso foi agendada para o dia 16 de agosto.

(Com agência France-Presse)