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Atentados matam 31 e Egito declara emergência no Sinai

Ataques provocaram a maior baixa militar para o país em décadas. Governo luta contra jihadistas na península desde a deposição de Muhammed Mursi

O Egito declarou estado de emergência por um período de três meses na Península do Sinai depois que dois ataques nesta sexta-feira mataram pelo menos 31 soldados na região. Os atentados provocaram a maior baixa para o Exército egípcio em décadas e evidenciaram o clima de tensão e instabilidade que domina o Sinai. Desde que um golpe militar derrubou o presidente Mohammed Mursi, apoiado pela Irmandade Muçulmana, no ano passado, a região se tornou um reduto de extremistas islâmicos.

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No atentado mais grave, pelo menos 28 soldados morreram na explosão de um carro-bomba contra um posto militar na cidade de Al-Arish, no Norte do Sinai. Outras 25 pessoas ficaram feridas. Em outra ação, atiradores dispararam contra um posto de controle na mesma cidade, matando três militares. Atualmente, o Exército do Egito mantém uma ofensiva contra jihadistas no norte da Península. Por enquanto, nenhum grupo assumiu a autoria dos atentados.

Reação – A decisão de declarar o estado de emergência aconteceu depois de uma reunião urgente convocada pelo general Abdel Fatah Sisi, presidente do país desde o golpe militar. Segundo a televisão estatal, outra medida foi fechar a passagem de Rafah, fronteira entre o Sinai e a Faixa de Gaza. “O Exército e a polícia tomarão todas as medidas necessárias para barrar o perigo terrorista e o seu financiamento, para preservar a segurança da região e proteger a vida dos cidadãos”, disse o governo em comunicado.

No último grande atentado no Sinai, pelo menos onze policiais foram mortos em setembro em um ataque a bomba contra um comboio que passava na vila de Wefaq, perto da fronteira com Gaza. O grupo jihadista Ansar Beit al Maqdis reivindicou a autoria do atentando.