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Atentado suicida na Nigéria deixa três mortos e 48 feridos

Terrorista morreu após detonar um carro com explosivos em Bauchi, no norte do país, onde frequentemente há ataques da seita islamita Boko Haram

Um atentado suicida na Igreja Católica de Bauchi, no norte da Nigéria, deixou, pelo menos, três pessoas mortas. O terrorista morreu quando detonou o carro carregado de explosivos na entrada da Igreja Católica de Saint John, informou a Agência Nacional de Gestão de Desastres da Nigéria (NEMA). Os serviços de emergência nigerianos informaram, através de um comunicado, que várias pessoas foram transferidas ao hospital da cidade. “Temos três mortos no total, incluindo o terrorista, uma mulher e uma criança. Quarenta e oito pessoas ficaram gravemente feridas na explosão”, afirmou à AFP o representante da Cruz Vermelha no estado de Bauchi, Adamu Abubakar.

O porta-voz da polícia de Bauchi, Hassan Auyo, disse que as autoridades ainda estão avaliando a situação das vítimas e os danos. Nenhum grupo se responsabilizou pela explosão. Bauchi e toda a região norte da Nigéria são palco frequente de ataques da seita islamita Boko Haram, que já atentou em numerosas ocasiões contra comunidades cristãs.

O Boko Haram, cujo nome significa em língua local ‘a educação não islâmica é pecado’, luta para impor a lei islâmica no país africano, de maioria muçulmana no norte e preponderância cristã no sul. O atentado acontece dois dias depois de a Força de Ação Conjunta (JTF) do Exército da Nigéria ter anunciado a morte de dois líderes da seita radical em Maiduguri, bastião da organização no estado de Borno.

Desde 2009, quando a polícia nigeriana matou o líder do Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais realizam uma sangrenta campanha que já custou mais de 1,4 mil vidas, segundo os dados da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch. Com 170 milhões de habitantes integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, o país mais povoado da África, sofre múltiplas tensões por suas profundas diferenças políticas, religiosas e territoriais.

(Com EFE, Reuters e AFP)

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