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Atentado no Afeganistão mata pelo menos 9 pessoas e deixa 40 feridos

Ataque suicida do Talibã tinha como alvo a principal agência de inteligência do país; grupo avisa que a tática será repetida

Por Da Redação Atualizado em 18 Maio 2020, 17h32 - Publicado em 18 Maio 2020, 17h16

Um atentado nesta segunda-feira, 18, nos arredores de uma base das forças de segurança afegãs na província de Ghazni, no sul do Afeganistão, deixou ao menos nove mortos e cerca de quarenta feridos. O ataque foi reivindicado pelo Talibã.

Segundo o escritório do governo regional, o ataque suicida aconteceu durante a madrugada e tinha como alvo a base da Diretoria Nacional de Segurança, a principal agência de inteligência do país. Um veículo militar roubado repleto de explosivos foi usado no atentado.

O Ministério do Interior, no entanto, apontou em nota que o objetivo dos talibãs era atingir “um centro cultural islâmico” da cidade. A pasta confirmou que nove pessoas morreram, assim como o autor do ato, e que houve 40 feridos.

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Uma fonte no governo da província de Ghazni, que pediu anonimato, informou que quase todos os mortos eram integrantes das forças de segurança locais. Além disso, relatou que entre os hospitalizados, há vários casos em estado grave.

Os talibãs reivindicaram o atentado por meio de comunicado no qual garantem ter matado ou ferido “dezenas” de agentes. Segundo Zabihullah Mujahid, porta-voz dos terroristas, o ataque suicida é a nova estratégia dos insurgentes para responder às operações ordenadas pelo presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani.

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    O chefe de governo determinou que as forças de segurança do país passassem a adotar posição ofensiva depois que atentados realizados na última terça-feira resultaram na morte de 56 pessoas e deixaram dezenas de feridos.

    Atualmente, o Executivo mantém conversações de paz com os talibãs, inclusive já tendo ocorrido trocas de prisioneiros. Ambas as partes, porém, se enxergam com desconfiança. O responsável por negociar com os insurgentes é Abdullah Abdullah, que após não reconhecer o resultado das eleições de setembro, quando foi derrotado por Ghani, chegou a um acordo no domingo 17 pela divisão do poder no país.

    (Com EFE)

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