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Atentado em escola italiana mata uma aluna e deixa 7 feridos

Uma aluna de 16 anos morreu e sete estudantes ficaram feridos na explosão de uma bomba neste sábado diante de uma escola de Brindisi, sul da Itália, em um ataque ainda não reivindicado, mas relacionado pela imprensa aos 20 anos do atentado de 23 de maio de 1992 que matou o famoso juiz Giovanni Falcone, sua esposa e três seguranças.

Há 20 anos, a máfia siciliana detonou 500 quilos de dinamite na passagem do carro do juiz Falcone por uma estrada entre o aeroporto de Palermo e o centro da cidade.

A polícia local chegou a informar a morte de uma segunda aluna, mas o hospital que operou a adolescente desmentiu a notícia. De acordo com fontes médicas, a jovem está em situação grave, mas estável.

Além da jovem estado gravíssimo, três sofreram queimaduras em todo o corpo e uma corre o risco de ter as pernas amputadas, segundo os médicos.

O ataque aconteceu às 7H45 (2H45 de Brasília) na entrada da escola Francesa Morvillo Falcone, nome da esposa do célebre juiz antimáfia Giovanni Falcone, no momento em que os alunos chegavam à escola, que funciona nas manhãs de sábados como a maioria dos colégios na Itália.

O artefato explosivo, de fabricação caseira, estava formado por três botijões de gás conectadas entre si, colocado em um muro próximo da entrada da escola, segundo os primeiros elementos da investigação.

A escola profissional tem 600 alunos, a grande maioria meninas, e forma sobretudo jovens para o mundo da moda.

O diretor Angelo Rampino afirmou que o atentado pretendia matar porque as jovens entravam na escola no momento.

“Se tivesse acontecido às 7H30 não teria provocado consequências”, disse.