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Atentado do EI deixa ao menos 7 mortos na capital da Indonésia

O país estava e permanece em alerta para possíveis ataques terroristas contra as autoridades locais e lugares frequentados por estrangeiros. Ataque foi perto do prédio da ONU

(Atualizado às 10h44)

Pelo menos sete pessoas morreram, entre elas cinco agressores e dois civis, após um ataque com explosivos que foi seguido por um tiroteio nesta quinta-feira no centro de Jacarta, a capital da Indonésia. A polícia detalhou que o ataque foi cometido por um gripo de dez a catorze homens armados e que dois deles teriam se explodido. A primeira detonação aconteceu ao meio-dia do horário local (03h00 de quarta-feira, em Brasília) em um posto de polícia, segundo a emissora DetikTV, que exibiu imagens divulgadas nas redes sociais onde é possível ver pelo menos o corpo de um oficial estirado na rua.

Horas depois do atentado, o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do ataque e as autoridades indonésias confirmaram. O chefe de polícia de Jacarta disse que “o EI está por trás do ataque, definitivamente”. Ele nomeou o militante indonésio Bahrun Naim como o homem responsável por planejar o atentado.

Após a explosão, teve início um intenso tiroteio seguido por mais explosões, que feriram vários agentes e pelo menos três civis. A troca de tiros continuou em um cinema e em uma loja da rede Starbucks, situados no centro comercial Sarinah, que fica no bairro de Jalan Thamrin, próximo do palácio presidencial e do escritório da Organização das Nações Unidas (ONU). A polícia isolou a área ao redor do centro comercial, onde estariam pelo menos seis agressores e onde continuam os tiroteios.

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O presidente da Indonésia, Joko Widodo, condenou hoje o ataque e pediu à população que evite as especulações sobre os possíveis grupos extremistas que estão por trás dos atentados e que espere os resultados da investigação policial. “Condenamos os ataques. Temos que perseguir e capturar esses homens e sua rede”, declarou Widodo, segundo a imprensa local. “Não devemos ter medo. Não podemos ser derrotados por atos terroristas”, acrescentou o presidente.

A Indonésia estava e permanece em alerta para possíveis ataques terroristas contra as autoridades locais e lugares frequentados por estrangeiros. O país tem a maior população muçulmana do mundo, 88% de seus 250 milhões de habitantes, e já foi alvo de vários ataques de islamitas radicais. O maior deles foi em 2002, na ilha turística de Bali, quando 202 pessoas morreram, em sua maioria turistas australianos.

(Da redação)