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Atentado com mulheres-bomba mata ao menos 51 na Nigéria

O ataque atingiu um campo de deslocados no nordeste do país. O local abriga mais de 51.000 pessoas que fugiram da perseguição do Boko Haram

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 21h14 - Publicado em 10 fev 2016, 17h40

Pelo menos 51 pessoas morreram e outras 78 ficaram feridas em um duplo atentado suicida em um campo de deslocados em Dikwa, no Estado de Borno, nordeste da Nigéria. Duas mulheres-bombas teriam se infiltraram no campo enquanto as autoridades distribuíam o café da manhã. O atentado aconteceu na terça-feira, mas a notícia do ataque não foi divulgada até esta quarta pelas dificuldades de comunicação na área.

Ainda não há números oficiais, mas moradores da área asseguram que, durante o enterro coletivo realizado ontem, pelo menos 51 corpos, a maioria de mulheres e crianças, foram sepultados. Embora nenhum grupo tenha reivindicado o ataque, as suspeitas recaem sobre o Boko Haram, que nos últimos anos matou milhares de pessoas em sua tentativa de impor a sharia, versão radical da lei islâmica, no nordeste da Nigéria.

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“As pessoas estavam fazendo fila para o café da manhã e uma das bombas explodiu. No caos que se seguiu à explosão, outra bomba foi detonada”, relatou à emissora nigeriana Channels Television Mustapha Ali, uma testemunha do atentado.

O campo para deslocados de Dikwa, que está a 80 quilômetros de Maiduguri, capital de Borno, abriga mais de 51.000 pessoas que fugiram da violência do Boko Haram, que declarou sua lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico no início de março do ano passado. “Não temos controle sobre nossos movimentos. O governo decide onde nós ficamos, mas gostaríamos que nos realojassem em Maiduguri, porque agora estamos em uma área de guerra”, acrescentou Ali.

Os ataques do Boko Haram deixaram pelo menos 17.000 mortos e mais de 2,6 milhões de deslocados em quase sete anos de violência. No final de janeiro, terroristas do grupo atacaram um povoado perto de Maiduguri e mataram pelo menos 85 pessoas.

(Com agência EFE)

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