Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Ataques contra igrejas no Quênia deixa 17 mortos

Por Da Redação - 1 jul 2012, 13h36

(atualiza número de vítimas e acrescenta informações sobre Al Shabab).

Nairóbi, 1 jul (EFE).- Pelo menos 17 pessoas morreram e 50 ficaram feridas em ataques com granadas e tiros contra duas igrejas na cidade de Garissa, nordeste do Quênia, durante a missa dominical, informa o chefe da Cruz Vermelha do Quênia, Abbas Gullet.

Segundo Gullet, dez dos feridos internados no Hospital Geral Provincial de Garissa se encontram em estado crítico de saúde.

Os ataques foram cometidos de forma simultânea contra a igreja African Inland Church (AIC) e a Igreja Católica de Garissa, cidade próxima à fronteira com a Somália e ao campo de refugiados somalis de Daabad.

Publicidade

O site do ‘Sunday Nation’ indica que os 50 feridos estavam na igreja AIC, onde também houve o maior número de vítimas, 13. As outras três mortes ocorreram no ataque contra a Igreja Católica de Garissa.

‘Não fizemos prisões ainda, mas temos informações de que cinco pessoas participaram do ataque com granadas e disparos contra a igreja AIC e outros dois terroristas atentaram com uma granada na igreja católica’, manifestou Philip Ndolo, subchefe de polícia de Garissa, em palavras divulgadas pela emissora local ‘Capital FM’.

O Conselho Supremo Muçulmano do Quênia (SUPKEM) condenou os ataques. Apesar de nenhum grupo ter assumido ainda a autoria dos atentados, tudo aponta para o grupo radical islamita Al Shabab, baseada na Somália. A milícia iniciou uma campanha de terror no Quênia após a incursão de tropas quenianas em solo somali, realizada em outubro.

Seria, portanto, a adoção da mesma estratégia do grupo islamita nigeriano Boko Haram, que atraiu a atenção internacional com atentados múltiplos contra igrejas no Natal de 2011, padrão repetido durante a Semana Santa deste ano, deixando dezenas de mortos e mais de uma centena de feridos.

Publicidade

O Quênia sofreu nos últimos seis meses vários ataques terroristas, tanto em Nairóbi como em Mombaça e no norte do país, que causaram uma dezena de mortos e vários feridos.

Desde a incursão de tropas quenianas em território somali no mês de outubro do ano passado, o Al Shabab ameaçou várias vezes promover atentados nas principais cidades do Quênia. EFE

Publicidade