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Ataques aéreos destroem hospital do Médicos Sem Fronteiras no Iêmen

Este é o segundo ataque a um hospital do MSF em menos de um mês

Dois ataques aéreos destruíram um hospital administrado pela organização humanitária Médicos Sem Fronteiras no norte do Iêmen nesta segunda-feira. O primeiro bombardeio foi registrado às 22h30 do horário local (17h30 no Brasil) e atingiu parte da instalação, localizada na província de Saada. Todos os pacientes e funcionários foram evacuados antes do segundo ataque, 10 minutos depois. Não houve vítimas, disse o chefe do grupo de ajuda humanitária no Iêmen, Hassan Boucenine.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita, que vem lançando ataques aéreos contra os rebeldes houthis xiitas do Iêmen desde março, ainda não se pronunciou sobre o incidente. Segundo a agência de notícias estatal iemenita Saba, administrada pelos houthis, outros bombardeios atingiram uma escola para meninas e danificaram várias casas de civis.

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O primeiro ataque atingiu o prédio que abriga os escritórios de administração da instalação, de acordo com Boucenine. Ninguém estava dentro do local no momento, disse ele. O segundo bombardeio atingiu o principal prédio do hospital, que “foi completamente destruído”, segundo o chefe do MSF.

A Arábia Saudita e outros países árabes do Golfo Pérsico intervieram na guerra civil no Iêmen para reconduzir ao poder o governo iemenita, mas após sete meses de bombardeios os houthis ainda controlam a capital, Sanaa. Grupos de defesa dos direitos humanos têm manifestado preocupação com o crescente número de mortes causadas ​​pelo bombardeio e combates terrestres. Mais de 5.600 pessoas já morreram no conflito.

Este foi o segundo ataque a uma instalação do Médicos Sem Fronteiras em menos de um mês. Em 3 de outubro, helicópteros americanos bombardearam um hospital da organização na cidade de Kunduz, no Afeganistão, matando pelo menos 13 funcionários e 10 pacientes, além de deixar vários feridos. Na época, as forças dos EUA no Afeganistão disseram que o hospital foi bombardeado por engano após forças afegãs solicitarem um ataque aéreo.

(Da redação)