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Ataque terrorista a mina no Quênia mata quatro pessoas

A polícia acredita que os terroristas figuram para a Somália; apesar da ordem de fechamento, as minas continuam exploradas e são alvos dos jihadistas

Por Da Redação - Atualizado em 4 maio 2018, 15h19 - Publicado em 4 maio 2018, 15h10

Pelo menos quatro pessoas morreram em um ataque do grupo jihadista Al Shabab a uma mina da cidade de Shimbir Fatuma (extremo nordeste), no Quênia, situada na fronteira com a Somália e Etiópia, confirmaram nesta sexta-feira veículos de imprensa locais.

“Os quatro assassinados eram quatro trabalhadores que estavam na mina e que decidiram ficar na área apesar dos rumores de um ataque iminente”, disse o porta-voz da Polícia Nacional, Charles Owino, à emissora de rádio local Capital FM.

As forças de segurança também resgataram outras 33 pessoas no local e desdobraram uma operação de segurança para encontrar os agressores. Presume-se que eles tenham fugido à Somália.

Fontes da polícia local afirmaram que os agressores buscavam atingir a população que ainda trabalha nas minas, apesar de terem sido fechadas pelo governo em 2015 por causa do risco de ataques terroristas.

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A polícia vinha recebendo avisos de um ataque iminente a algum local da zona desde a semana passada, segundo a Capital FM. Apesar da ordem de fechamento, as minas continuam a ser alvo dos jihadistas, que mataram 36 mineiros em um ataque em 2 de dezembro de 2017 e outros 14 trabalhadores cinco meses antes.

No último ano, dezenas de pessoas foram mortas em ataques cometidos nessa região fronteiriça, onde se mantém o toque de recolher. O Exército queniano ainda tenta conter a entrada de jihadistas provenientes da Somália.

O Al Shabab, que aderiu formalmente à rede terrorista Al Qaeda em 2012, matou cerca de 500 pessoas no Quênia desde abril de 2013, em represália pelo envio de tropas à Somália para combater o jihadismo.

(Com EFE)

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