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Ataque ocorre em frente à embaixada dos EUA em Ancara

Segundo autoridades, atentado suicida deixou 2 mortos. Prédio não foi atingido

Por Da Redação - 1 fev 2013, 09h20

Um ataque suicida na frente da embaixada dos Estados Unidos em Ancara, capital da Turquia, deixou pelo menos dois mortos e um ferido nesta sexta-feira, informaram autoridades turcas. Dezenas de ambulâncias e bombeiros se deslocaram para o local após a explosão, devido a relatos de testemunhas de que houve “várias baixas”.

De acordo com a imprensa local, além do responsável pelo atentado, morreu um segurança turco. Segundo a agência Reuters, a embaixada dos EUA informou que o guarda morto no incidente seria um de seus funcionários. O governador de Ancara, Alaaddin Yuksel, disse a jornalistas que o autor da explosão foi um homem-bomba. Mas nenhum grupo assumiu a autoria do ataque até agora, e sua causa ainda não está esclarecida.

Imagens divulgadas pela imprensa turca mostram que a explosão fez um buraco na parede de um prédio que abriga um clube social de guardas, mas a embaixada não sofreu danos. O último atentado em Ancara ocorreu em 2007, quando um suicida esquerdista sem vínculos matou nove pessoas e deixou 120 feridos. Nos últimos anos, grupos separatistas curdos lançaram vários ataques contra a Turquia.

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Ameaças – No passado, radicais islâmicos ligados à Al Qaeda, grupos de extrema esquerda e de extrema direita e militantes separatistas curdos realizaram uma série de ataques na Turquia. A principal ameaça à segurança doméstica vem do separatista Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos, União Europeia e Turquia. O PKK tem centrado a sua campanha, em grande parte, nos alvos nacionais.

A Turquia também sofre ameaças vindas da Síria e recentemente defendeu a intervenção internacional no país. Atualmente, o território turco abriga centenas de soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), dos Estados Unidos, Alemanha e Holanda, que operam o sistema de defesa antimísseis Patriot ao longo de sua fronteira com a Síria, situada a centenas de quilômetros de distância da capital.

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