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Ataque dos EUA atinge casamento no Irã; quatro pessoas morrem e 35 ficam feridas, diz regime

Teerã retaliou ofensiva com mísseis e drones contra aliados de Washington no Golfo, apesar de advertência de Trump: 'Será atingida com mais força'

Por Luiza Zubelli 1 set 2026, 19h45
Ataque dos EUA atinge casamento no Irã; quatro pessoas morrem e 35 ficam feridas, diz regime Priorizar nos meus resultados Google

Ao menos quatro pessoas morreram e outras 35 ficaram gravemente feridas após um ataque aéreo dos Estados Unidos atingir uma casa onde acontecia um casamento no sul do Irã, informou a TV estatal do país nesta terça-feira, 1º de setembro. O bombardeio ocorreu no condado de Sirik, na província de Hormozgan, segundo a mídia do regime, onde um cais de pesca e uma torre da Organização de Portos e Assuntos Marítimos também foram atingidos. 

A nova onda de ataques também acertou uma fábrica de farinha de peixe na ilha de Qeshm, situada no Estreito de Ormuz e a cidade portuária de Bandar Abbas, que abriga instalações navais e da força aérea. A emissora estatal informou ainda que os militares dos Estados Unidos atacaram o aeroporto civil de Jiroft, na província de Kerman, no centro da república islâmica, mas o bombardeio não causou vítimas nem danos à infraestrutura do local.

Em resposta à investida americana, Teerã lançou mísseis e drones contra ativos militares americanos em países do Golfo na noite desta terça. O Estado-Maior das Forças Armadas do Irã e seu comando militar conjunto informaram que desfeririam “golpes esmagadores e devastadores” contra bases e instalações dos Estados Unidos.

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Mais cedo, Trump havia ido às redes sociais para advertir o regime dos aiatolás contra qualquer resposta aos disparos feitos na manhã desta terça. “Se a nação falida do Irã retaliar por este ataque totalmente justificado, será atingida novamente com muito mais força e em uma escala muito maior, mas não será o maior ataque de todos, esse está à espreita”, disparou o republicano.

A ofensiva americana veio após duas embarcações que transportavam petróleo da Arábia Saudita, grande aliada dos Estados Unidos na região, serem atingidas na noite de segunda-feira por projéteis de origem desconhecida enquanto navegavam pelo Estreito de Ormuz, segundo as empresas de rastreamento marítimo Marisks e Kpler.

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Retomada das hostilidades

Esta terça-feira viu a segunda troca de disparos na guerra no Oriente Médio, interrompendo de vez a breve pausa nas hostilidades que durou cerca de um mês, desde junho. No último final de semana, ataques americanos atingiram lançadores de foguetes iranianos na pequena ilha de Larak, segundo Washington, com objetivo impedir que o Irã instalasse mais minas marítimas no Estreito de Ormuz — Trump insiste que seu país tem “controle total” da rota marítima e chegou a afirmar que o local era território americano.

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A república islâmica respondeu com ataques à Jordânia e aos Emirados Árabes Unidos, que teriam como alvo forças americanas, segundo Teerã. Foi aí que o presidente americano prometeu bombardear o Irã fortemente, ameaça que parece ter cumprido nesta terça. “Vamos atingi-los com força”, disse o republicano a um repórter da Fox News. “Haverá uma resposta”, completou.

Mais cedo, porém, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, fez um aceno rumo a uma desescalada. Ele prometeu que Teerã retomaria imediatamente os compromissos para encerrar a guerra caso os Estados Unidos voltem ao protocolo de acordo, assinado em junho, estabelecendo um cessar-fogo e um período de 60 dias para a diplomacia.

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“Declaro explicitamente que, se os Estados Unidos retornarem a seus compromissos em virtude do protocolo de acordo (… ), a república islâmica do Irã adotará imediatamente medidas recíprocas”, declarou Pezeshkian, às margens de uma cúpula regional no Quirguistão, onde ele deve se reunir com Vladimir Putin.

Em meados de junho, Teerã e Washington assinaram o chamado memorando de entendimento de Islamabad para acabar com os combates, iniciados em 28 de fevereiro com os ataques americanos e israelenses contra o Irã, que provocaram a morte do antigo líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Mas o acordo foi rompido no início de julho, com a retomada das hostilidades.

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