Ataque do Irã à Jordânia mata dois militares e deixa um desaparecido, dizem EUA
Comando Central dos EUA afirma que militares morreram durante tentativa de defesa contra ofensiva iraniana com drones e mísseis balísticos
Dois militares dos Estados Unidos morreram e um está desaparecido após ataques do Irã com mísseis balísticos e drones contra tropas americanas na Jordânia, informou neste sábado, 18, o Comando Central dos EUA (Centcom).
Em comunicado publicado na rede social X, o órgão afirmou que os militares foram mortos na sexta, 17, enquanto forças americanas e de países aliados tentavam se defender dos ataques. O Centcom não divulgou os nomes das vítimas e afirmou que só fornecerá mais informações após a comunicação oficial às famílias.
Além disso, o Centcom informou que quatro militares americanos foram levados para hospitais na Jordânia para receber atendimento médico, mas já receberam alta. Outros integrantes das forças armadas que tiveram ferimentos leves também foram avaliados e voltaram ao serviço.
Irã amplia ofensiva contra aliados dos EUA no Golfo após novos bombardeios americanos
O ataque acontece em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. Segundo a agência Reuters, após uma semana de bombardeios americanos contra alvos iranianos, Teerã ampliou sua ofensiva e passou a atacar países aliados de Washington no Golfo.
De acordo com a Reuters, o Kuwait foi alvo de mísseis balísticos e drones durante a madrugada deste sábado. Um complexo de dessalinização foi atingido, e as operações do Aeroporto Internacional do Kuwait chegaram a ser suspensas devido à ameaça de novos ataques. A Kuwait Petroleum Corporation informou ainda que uma de suas instalações petrolíferas sofreu danos, com registro de feridos entre funcionários e equipes de emergência.
Ainda segundo a agência, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter atingido o Camp Arifjan, centro de apoio às forças americanas, e uma instalação de radar na Base Aérea Ali Al Salem, ambos no Kuwait. O grupo também reivindicou ataques contra bases militares utilizadas pelos Estados Unidos na Jordânia e no Bahrein.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária classificou a ofensiva como uma resposta aos recentes bombardeios americanos contra infraestrutura iraniana, incluindo instalações de energia, pontes e centros logísticos. “Como não existe nenhuma instituição internacional capaz de impedir a brutalidade das Forças Armadas dos Estados Unidos, não temos outro caminho além de responder na mesma medida”, afirmou.
Ainda neste sábado, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, publicou uma série de mensagens na rede social X em que acusa os Estados Unidos de descumprirem um acordo firmado com Teerã e afirma que o Irã e seus aliados têm “lições inesquecíveis” reservadas aos EUA. O texto foi a primeira manifestação pública de maior alcance desde a morte de seu pai, Ali Khamenei.
“Agora que o inimigo americano busca escalar o conflito, incorrendo assim em custos ainda mais pesados e maior humilhação, ele deve saber que a nobre nação do Irã e a Frente de Resistência reservam lições inesquecíveis para ele”, escreveu.
Mojtaba também fez um apelo à unidade nacional, afirmando que uma das prioridades do momento é preservar a coesão entre a população e as autoridades e proteger “a dignidade e a independência” do Irã, sobretudo diante do que chamou de “inimigo americano criminoso e astuto”.
A Frente de Resistência mencionada pelo líder é como Teerã se refere ao conjunto de governos e grupos aliados no Oriente Médio, entre eles o Hezbollah, no Líbano, as milícias xiitas no Iraque, os houthis, no Iêmen, e facções palestinas apoiadas pelo regime iraniano.







