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Ataque com caminhão-bomba no Iraque mata mais de 200 pessoas

Atentado ocorreu numa zona comercial de Bagdá, na madrugada deste domingo. EI reivindica autoria

(Atualizado às 07h13)

Ao menos 213 pessoas morreram no atentado suicida cometido no domingo em Bagdá pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), de acordo com um balanço atualizado divulgado pelas autoridades iraquianas. O atentado também deixou mais de 200 feridos, informou o governo. Um caminhão-bomba explodiu pouco depois da meia-noite (madrugada de domingo pelo horário de Brasília) em uma área comercial lotada no distrito central de Karada, de acordo com uma fonte da polícia. O ataque, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, ocorreu na sequência de uma série de vitórias do governo iraquiano contra os extremistas, incluindo a captura de Fallujah.

Karada é uma importante área comercial com lojas de roupas e joias, restaurantes e cafés, e estava lotada de clientes com a proximidade do feriado de Eid al-Fitr, na quarta-feira, que marca o fim do Ramadã. A maioria das vítimas estava dentro de um shopping de vários andares, onde dezenas de pessoas morreram queimadas ou sufocadas, segundo a polícia. Foi o ataque mais violento no Iraque desde julho de 2015.

Tal como ocorreu com muitos ataques anteriores, o Estado Islâmico rapidamente assumiu a responsabilidade pelo atentado em um comunicado publicado online, dizendo ter como alvo muçulmanos xiitas. O comunicado foi postado em um site militante comumente usado por extremistas. Em outra parte em Bagdá, uma bomba explodiu no bairro de maioria xiita Shaab, matando cinco pessoas e ferindo 16, conforme outro policial. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque.

Os números de vítimas foram confirmados por fontes da área de saúde, que falaram sob condição de anonimato. Tanto os oficiais de segurança quanto os de saúde falaram sob condição de anonimato porque não estão autorizados a falar com a imprensa. Os ataques em Bagdá ocorrem pouco mais de uma semana depois que as forças iraquianas declararam a cidade de Fallujah “totalmente liberada” do controle do EI.

(Com Estadão Conteúdo e EFE)