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Ataque a grupo que assistia a jogo da Copa deixa 48 mortos

O atentado é obra dos extremistas do Al Shabab, que atuam no Quênia e na Somália

Por Da Redação - Atualizado em 10 dez 2018, 09h54 - Publicado em 16 jun 2014, 09h56

(Atualizado às 13h18)

Pelo menos 48 pessoas foram mortas quando homens armados em dois micro-ônibus passaram em alta velocidade por uma cidade costeira do Quênia, atirando contra torcedores de futebol reunidos para ver uma partida da Copa do Mundo na noite de domingo. Os agressores também atearam fogo em carros de polícia que estavam estacionados em frente a uma delegacia e atiraram contra hotéis e um banco, disseram fontes da polícia aos jornais locais nesta segunda-feira.

Mesmo antes da reivindicação da autoria do atentado pelo grupo islamita Al Shabab, a polícia queniana já desconfiava que o ataque fora obra dos extremistas. A cidade-alvo, Mpeketoni, fica no litoral no Oceano Índico ao norte de Mombasa, o principal porto do Quênia. A ação deste domigo é mais uma da onda de atentados a bomba e tiroteios nos últimos meses no Quênia. Os ataques vêm prejudicando o já abalado setor de turismo do país, um importante meio de captação de recursos para a economia local.

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Mpeketoni fica a cerca de 20 quilômetros a sudoeste da cidade turística de Lamu e cerca de 100 quilômetros da fronteira com a Somália. Com muitos sítios arqueológicos importantes, a cidade de Lamu é considerada patrimônio da humanidade pela Unesco e a cidade mais antiga do país a ser continuamente habitada. Estados Unidos, Grã- Bretanha, França, Austrália e Canadá elevaram recentemente seus avisos para terrorismo para o país. Fuzileiros navais aumentaram a segurança e montaram barreiras com sacos de areia próximas à embaixada americana em Nairóbi.

O governo do Quênia informou que estará em alerta durante a Copa do Mundo para garantir que os locais públicos de exibição dos jogos sejam seguros. “Os agressores eram muitos e todos portavam armas. Eles entraram no salão da TV onde nós estávamos vendo um jogo da Copa do Mundo e atiraram indiscriminadamente em nós”, contou o sobrevivente Meshack Kimani à agência Reuters, por telefone, “Eles atiraram somente nos homens, mas eu tive sorte. Escapei me escondendo atrás da porta”, completou.

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O ataque de domingo foi o pior desde a ofensiva de setembro contra o shopping Westgate, em Nairóbi, onde 67 pessoas morreram. Depois da ação em Wesgate, o grupo Al Shabab anunciou que lançaria mais ataques, dizendo estar determinado a expulsar as tropas quenianas da Somália. O Quênia, que mantém soldados na Somália como parte de uma força de paz africana que combate militantes islamitas, afirmou que não removerá suas tropas.

https://www.youtube.com/watch?v=qoh1ZU3dYKc

(Com Estadão Conteúdo e agência Reuters)

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