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Assessor de Trump irá a Moscou para preparar possível encontro com Putin

Imprensa mundial especula que reunião poderia acontecer em Viena, em meados de julho

Por Da Redação Atualizado em 22 jun 2018, 13h45 - Publicado em 21 jun 2018, 18h24

O assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, viajará na próxima semana a Moscou para preparar um “possível encontro” entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin.

O porta-voz de Bolton, Garrett Marquis, informou em sua conta do Twitter sobre a viagem do assessor de Trump, mas não confirmou se o encontro entre os presidentes ocorrerá em meados de julho em Viena, como assegura o jornal britânico The Times.

“De 25 a 27 de junho, o assessor de segurança nacional John Bolton se reunirá com aliados americanos em Londres e Roma para conversar sobre assuntos de segurança nacional, e viajará a Moscou para falar sobre um possível encontro entre os presidentes Trump e Putin”, indicou Marquis.

Segundo o The Times, a Casa Branca espera que a reunião entre os dois chefes de Estado seja realizada ou bem antes da cúpula da Otan, que acontecerá entre 11 e 12 de julho em Bruxelas, ou  imediatamente depois da visita de Trump ao Reino Unido, prevista para 13 de julho.

  • O jornal indica que a reunião poderia acontecer em Viena, onde está a sede da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), da qual os Estados Unidos e a Rússia são membros.

    A emissora CNN afirmou hoje, citando uma fonte diplomática, que Viena é a localização mais provável do encontro, dado que Moscou insistiu em um lugar neutro e não quer a reunião em Washington, como supostamente gostaria o governo de Trump.

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    Na sexta-feira 15, Trump afirmou que é “possível” que se reúna com Putin, possivelmente neste mesmo verão, e o Kremlin também se mostrou aberto a essa possibilidade.

    No entanto, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, não quis confirmar nesta quinta 21 a data e o local da possível cúpula e ressaltou que Moscou procura uma “normalização das relações estritamente bilaterais” com Washington.

    Trump e Putin se reuniram pela primeira vez em julho durante a cúpula do G20 na Alemanha, mas não se viram desde então e agora buscam um encontro bilateral mais amplos.

    Durante a cúpula do G7 no início de junho no Canadá, Trump propôs que a Rússia fosse reincorporada a esse grupo dos países mais industrializados do mundo, do qual foi expulsa em 2014 após a anexação russa do território ucraniano da Crimeia.

    Embora os Estados Unidos mantenham duras sanções à Rússia, Trump mostrou desejo de melhorar as relações, algo que inquietou a oposição democrata devido à possibilidade de o entorno do atual líder facilitar a ingerência russa nas eleições de 2016, algo que é investigada pelo procurador-especial Robert Mueller.

    (Com EFE)

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