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Assembleia Geral da ONU condena ataques russos a civis na Ucrânia

Com voto do Brasil, é a segunda resolução aprovada contra a Rússia na ONU; mais uma vez, ela não tem cumprimento obrigatório

Por Matheus Deccache Atualizado em 24 mar 2022, 15h44 - Publicado em 24 mar 2022, 14h58

A Assembleia Geral das Nações Unidas exigiu nesta quinta-feira (24) o acesso à ajuda e proteção civil na Ucrânia e criticou a Rússia por criar uma situação humanitária “terrível” depois da invasão, em 24 de fevereiro. 

A resolução, elaborada pelos ucranianos e seus aliados, recebeu 140 votos a favor, entre eles o do Brasil, dos 193 disponíveis e cinco votos contra – Rússia, Síria, Coreia do Norte, Belarus e Eritreia –, enquanto outros 38 países, incluindo a China, se abstiveram.

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Esta é a segunda vez que a Assembleia isola de forma esmagadora a Rússia devido ao conflito, chamado de “guerra absurda” pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.

O objetivo dos aliados ocidentais era de conseguir um apoio ainda maior da resolução de 2 de março, que repudiou a agressão e exigiu que as tropas russas fossem retiradas do território ucraniano.

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Na ocasião, 141 membros votaram a favor e 35 se abstiveram, ao mesmo tempo que os mesmos cinco opositores desta quinta votaram contra.

Em fala a repórteres, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, descreveu a votação como um “sucesso surpreendente” e que não há diferença entre os votos. 

Ao mesmo tempo, a África do Sul propôs um projeto que também prevê a ajuda a civis, porém sem citar o papel da Rússia, argumentando que o documento elaborado pelos ucranianos é “politizado”.

Na última quarta, o país colocou a mesma resolução em votação no Conselho de Segurança, porém recebeu apenas dois votos a favor – dela própria e da China.

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A Assembleia, no entanto, optou por não agir sobre o projeto sul-africano sob a justificativa de que o documento ucraniano aborda o mesmo tema.

A resolução aprovada nesta quinta prevê a proteção de civis, profissionais da saúde, trabalhadores humanitários, jornalistas, hospitais e outras infraestruturas civis, além de exigir o fim do cerco às cidades, em especial Mariupol. 

Desde o início do confronto a Ucrânia vem acusando frequentemente a Rússia de atacar alvos civis, principalmente depois que aliados ocidentais apontam uma estagnação na ofensiva russa.

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Em contrapartida, o Kremlin nega veementemente que tenha atacado alvos civis em qualquer momento do conflito. 

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