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Assassino que escreveu ‘Free Pussy Riot’ com sangue de vítimas é preso

Segundo as autoridades policiais russas, ele era um conhecido da família que escreveu a mensagem para despistar os investigadores

O professor universitário russo Igor Danilevsky, de 38 anos, foi detido após confessar ser o autor do assassinato de duas mulheres na cidade de Kazan, capital do Tartaristão, ocasião em que usou o sangue das vítimas – uma aposentada de 76 anos e sua filha de 38 – para escrever a frase ‘Free Pussy Riot’ (‘Liberdade ao Pussy Riot’, na tradução literal para o português) no local do crime, como publicou o jornal The Moscow Times.

Segundo as autoridades policiais russas, Danilevsky, que era conhecido da família, escreveu a mensagem para despistar os investigadores. O criminoso teria convencido a mulher mais jovem a pegar um empréstimo para ele, dizendo querer formar uma família com ela. A vítima, que o confrontou após algum tempo dizendo ter sido enganada, foi esfaqueada em diversas partes de seu corpo. Após escutar gritos, a mãe da moça foi descobrir a razão do barulho e também foi assassinada.

Antes de deixar a cena do crime, o professor universitário levou os papéis que provavam que ele havia recebido dinheiro da família, além de roubar 100 mil rublos (cerca de 6,2 mil reais) e dois celulares, que foram encontrados em seu apartamento mais tarde, assim como a faca usada no crime .

Pussy Riot – Nikolai Polozov, o advogado de uma das integrantes do grupo punk, classificou o ocorrido em Kazan como algo ‘ruim’ e uma ‘suja provocação’. ‘Lamento que degenerados usem o nome do grupo Pussy Riot desta maneira. Não há dúvida de que se trata de uma provocação’, disse Polozov, em entrevista à agência Interfax.

Histórico – No dia 21 de fevereiro, cinco integrantes do Pussy Riot, todas encapuzadas, invadiram uma área restrita do principal templo ortodoxo russo e começaram a fazer o que chamaram de “oração punk” contra o presidente Vladimir Putin. Duas integrantes conseguiram fugir sem ser identificadas. As outras três, Nadejda Tolokonnikova, Yekaterina Samutsevich e Maria Alejina, estão presas, tendo sido condenadas recentemente a dois anos de cadeia por “vandalismo” e “incitação ao ódio religioso” em razão do ato de protesto. A medida vem sendo criticada por diversos setores da sociedade russa e da comunidade internacional.

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