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Assassino de Robert Kennedy tem 13º pedido de liberdade condicional negado

Preso desde 1968, Sirhan Sirhan cumpre pena perpétua pela morte do senador

Sirhan Bishara Sirhan, o homem que assassinou o senador Robert F. Kennedy em 1968, teve negado nesta quarta-feira seu 13º pedido de liberdade condicional após 42 anos preso.

Sirhan, de origem palestina, cumpre pena perpétua por disparar contra Kennedy em 5 de junho de 1968, logo depois de o político ter vencido as eleições primárias do Partido Democrata na Califórnia, o que o transformava no favorito para o pleito presidencial do mesmo ano – a eleição acabaria vencida pelo republicano Richard Nixon.

Os pedidos de liberdade condicional de Sirhan, de 66 anos, foram negados repetidamente por sua recusa em assumir toda a responsabilidade ou demonstrar arrependimento pela morte de Kennedy.

Segundo sua defesa, Sirhan não lembra do caso, pelo que insiste que houve um segundo homem armado no tiroteio ocorrido no Hotel Ambassador, em Los Angeles.

Apesar disso, no julgamento que em 1969 levou à sua condenação, Sirhan assegurou que matara Kennedy “de forma planejada e com 20 anos de premeditação maliciosa”.

A sentença original havia sido a condenação à morte, mas a pena acabou sendo trocada pela prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional quando a pena capital foi abolida na Califórnia em 1972 durante um breve período.

(com Agência EFE)