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Assad diz ter certeza de vitória contra rebeldes sírios

Governo sírio lançou contra-ofensiva e retomou áreas dominadas por rebeldes

Por Da Redação 1 ago 2013, 10h58

O ditador sírio Bashar Assad disse nesta quinta-feira que está confiante na vitória sobre os rebeldes que lutam contra seu governo, em uma guerra civil que já dura 28 meses, matou mais de 100 000 pessoas e forçou cerca de dois milhões a fugir do país. Assad descreveu a revolta contra as quatro décadas de governo de sua família como uma conspiração estrangeira apoiada por “terroristas” islâmicos.

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Entenda o caso

  1. • Durante a onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o governo do ditador Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes enfrentam forte repressão pelas forças de segurança. O conflito já deixou dezenas de milhares de mortos no país, de acordo com levantamentos feitos pela ONU.
  3. • Em junho de 2012, o chefe das forças de paz das Nações Unidas, Herve Ladsous, afirmou pela primeira vez que o conflito na Síria já configurava uma guerra civil.
  4. • Dois meses depois, Kofi Annan, mediador internacional para a Síria, renunciou à missão por não ter obtido sucesso no cargo. Ele foi sucedido por Lakhdar Brahimi, que também não tem conseguido avanços.

Os insurgentes tomaram grandes áreas do território, mas as forças de Assad fizeram uma contra-ofensiva nas últimas semanas, empurrando-os para fora de toda a capital Damasco e retomando várias cidades perto da fronteira com o Líbano.

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“Se não tivéssemos certeza que iríamos ganhar na Síria, não teríamos capacidade de resistir e capacidade de continuar a lutar por mais de dois anos contra o inimigo”, disse Assad, segundo a agência de notícias estatal Sana.

Dirigindo-se a oficiais no 68º aniversário da criação do Exército sírio, Assad disse que os soldados haviam mostrado “coragem diante do terrorismo e da guerra bárbara mais feroz na história moderna”. “Minha fé em vocês é grande e tenho confiança em sua capacidade de desenvolver a missão nacional que lhes compete”, acrescentou

Investigadores da ONU dizem que as forças de Assad têm cometido crimes de guerra, incluindo matança ilegal, tortura, violência sexual, ataques indiscriminado e saques. Eles dizem que os rebeldes também cometeram crimes de guerra, incluindo execuções, mas em uma escala menor.

(Com agências France-Presse e Reuters)

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