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Assad afirma que é preciso ‘erradicar o terrorismo’ para encontrar solução política na Síria

O ditador disse estar disposto a realizar uma eleição, desde que o Estado Islâmico saia do país. Os rebeldes sírios apoiados pela comunidade internacional rejeitaram a proposta

O ditador sírio, Bashar al-Assad, disse que o país deve “erradicar o terrorismo” para encontrar uma solução política ao conflito armado no país. Durante a visita de uma delegação de deputados e autoridades russas a Damasco, neste-domingo, Assad disse que a prioridade deveria ser a batalha contra todas as organizações que lutam contra seu regime, quer sejam moderadas, islamistas ou jihadistas.

Apesar da ajuda russa, ditador Assad não consegue se impor sobre rebeldes

Um integrante da delegação, o deputado russo Alexander Yushchenko, informou em Moscou que Assad está disposto a realizar eleições com a participação de todas as forças políticas que “querem a prosperidade da Síria”. A contrapartida, disse o deputado, seria a retirada do Estado Islâmico do país. Segundo Yushchenko, Assad quer participar da disputa eleitoral, “se as pessoas não se opuserem”.

No sábado, o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, também disse que já é o momento de começar a preparar a realização de eleições na Síria e afirmou que Moscou está disposto a ajudar o Exército Sírio Livre (ESL), o grupo rebelde moderado apoiado pelo Ocidente, que luta tanto contra Assad como contra os jihadistas.

Os rebeldes sírios apoiados pela comunidade internacional rejeitaram a proposta de novas eleições no contexto atual. Samir Nashar, um representante da coalizão de oposição, acusa Moscou de tentar “contornar as exigências do povo sírio que querem saída de Assad”. “Os russos ignoram a realidade no terreno, com milhões de pessoas deslocadas na Síria e que fogem para o exterior. Todos os dias as cidades são destruídas”, disse Nashar. “Que eleições podem ser realizadas nestas circunstâncias?”, rebate.

Histórico – Assad, que chegou ao poder no ano 2000, obteve um terceiro mandato de sete anos em 3 de junho de 2014, mais de três anos depois do início da revolta popular que tornou-se uma guerra civil. Obteve, então, 88,7% dos votos em eleições organizadas nos territórios controlados pelo governo. Desde março de 2011, a guerra causou a morte de cerca de 250.000 pessoas e deixou quatro milhões de refugiados e sete milhões de deslocados.

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(Com AFP)