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Asilo a Assange seria arma de lobistas contra Equador nos EUA (embaixadora)

Por Rodrigo Buendia - 9 jul 2012, 15h55

Uma eventual concessão de asilo ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, pelo Equador seria capitalizada por grupos que são contra o país no Congresso dos Estados Unidos, admitiu nesta segunda-feira a embaixadora de Quito em Washington, Nathalie Cely.

“Dar asilo a Assange, esses grupos, na verdade, já estão fazendo, e utilizarão essas munições para atacar o país. Mas, como sempre, defenderemos nossa posição e nossas decisões”, declarou a diplomata em entrevista à Radio Majestade.

Assange se refugiou na embaixada do Equador no Reino Unido em 19 junho deste ano. O governo sueco quer o fundador do WikiLeaks no país, onde é acusado por crimes sexuais. Segundo Assange, sua extradição, no entanto, seria apenas uma etapa para que fosse entregue aos Estados Unidos, onde poderia ser julgado por espionagem.

Cely disse que esses movimentos de pressão editam revistas digitais dirigidas a congressistas e empresários americanos “para desprestigiar o país”.

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O Equador quer que o Congresso americano renove a Lei de Promoção Comercial Andina e Erradicação de Drogas (ATPDEA, na sigla em inglês), que Washington –seu principal parceiro comercial– concede em troca dos esforços feitos no combate às drogas e que vence em 30 de junho de 2013.

A embaixadora diz ainda que esses grupos conseguiram tirar proveito da postura do Equador de respaldar o direito do Irã a desenvolver energia nuclear com fins pacíficos. Os Estados Unidos consideram que, com o programa, a República Islâmica busca a obtenção de armas nucleares.

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