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Ashton diz que Rússia deve reconhecer necessidade de novo poder na Síria

A Rússia deve “reconhecer a necessidade de um novo poder” na Síria, disse nesta segunda-feira em Praga Catherine Ashton, chefe da diplomacia da União Europeia, no momento em que Moscou se opõe a uma ingerência no país, mergulhado em uma rebelião contra o regime de Bashar al-Assad.

“A comunidade internacional tem que agir na Síria para levar ajuda humanitária a Homs (centro), precisamos que a Rússia nos ajude a alcançar este objetivo e reconheça a necessidade de um novo poder na Síria”, disse.

A Rússia se recusa a condenar a Síria, seu aliado desde a época soviética, depois de mais de um ano de violência neste país que já deixou mais de 7.600 mortos, segundo a ONU.

Moscou já utilizou em duas ocasiões, assim como a China, seu direito de veto no Conselho de Segurança para bloquear qualquer intervenção das Nações Unidas na Síria.

Já o ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, lançou nesta segunda-feira em Bordeaux (sudoeste) um apelo a Vladimir Putin, eleito no domingo à Presidência russa, para que “depois do fim das eleições possa revisar a política russa em relação à Síria”.

“Queria talvez lançar um chamado ao novo presidente Putin para que, quando as eleições passarem, possa revisar a política russa em relação à Síria” e, “se pudéssemos rapidamente ter uma resolução do Conselho de Segurança” das Nações Unidas, “seria um progresso considerável”, declarou o chanceler francês.