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As principais diferenças entre as propostas de Fujimori e Sánchez para o Peru

Com mais de 99% das urnas apuradas, apenas 36 mil votos separam a candidata conservadora de adversário

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jun 2026, 12h16
As principais diferenças entre as propostas de Fujimori e Sánchez para o Peru Priorize VEJA no Google

Com mais de 99% das urnas apuradas nas eleições presidenciais do Peru, apenas 36 mil votos separam a candidata conservadora Keiko Fujimori de seu adversário Roberto Sánchez, da esquerda. A disputa acirrada expõe dois projetos distintos para o país.

Dez dias de lenta apuração após o segundo turno das eleições, Fujimori, do partido Força Popular, aparece com 50,1o% dos votos e Sánchez, do Juntos pelo Peru, com 49,89%, segundo a apuração preliminar do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), órgão responsável pelo pleito.

Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko batizou seu plano de governo de “Peru com ordem” e afirma que a insegurança é o principal problema do país.

A direitista concorre à presidência pela quarta vez consecutiva, e uma de suas propostas é tirar o país da Corte Interamericana de Direitos Humanos, para endurecer os julgamentos de criminosos. Ela também promete reduzir o índice de homicídio em 20% nos cinco anos de seu mandato.

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entre as propostas mais extravagantes de Fujimori está a criação de quatro megaprisões de segurança máxima e a volta dos chamados “juízes sem rosto”, um recurso usado por seu pai para preservar a identidade de magistrados que levou à prisão de centenas de inocentes, segundo organizações de direitos humanos.

No último pleito presidencial, a candidata do partido Força Popular foi superada pelo então presidente Pedro Castillo por apenas 45 mil votos (posteriormente, ele seria destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado).

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Já Roberto Sánchez, que foi ministro durante o governo Castillo, é seu herdeiro político nesta eleição: adotou o mesmo chapéu característico do mentor e agora aguarda os resultados do lado de fora da prisão onde o ex-presidente está detido.

Ele quer revogar o que chama de “leis pró-crimes” que, segundo o partido Juntos pelo Peru, favorecem grupos armados e pretende criar o Sistema Nacional Integrado de Informação Criminal, que atuaria sob um só comando. No seu plano de governo, a polícia também ganharia uma unidade de elite “com inteligência e poder de fogo para combater organizações criminosas”.

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Aumentar o investimento público em pesquisa e tecnologia e estabelecer uma reforma tributária progressiva também são bandeiras do candidato de esquerda.

Em uma guinada para o centro após ir para o segundo turno, Sánchez prometeu respeitar a independência do Banco Central peruano.

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Disputa acirrada

A disputa se configura como uma das mais acirradas da história recente do país andino. Os dois candidatos estiveram praticamente empatados durante toda a apuração.

A candidata de direita venceu o adversário Roberto Sánchez na disputa pela Presidência do Peru entre eleitores peruanos que votaram no Brasil, segundo a Comissão Nacional Eleitoral do Peru (ONPE). Com 100% das atas contabilizadas nesta segunda-feira, 15, Fujimori obteve 2.832 votos, o equivalente a 55,6% do total, enquanto o esquerdista somou 2.261 votos, ou 44,4%.

O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo Parlamento peruano, tido como o poder de fato no país.

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