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Artista que pintou Putin de roupa íntima pede asilo à França

O premiê Dimitri Medvedev também aparece na obra satírica. Polícia recolheu obra de museu

Por Da Redação - 29 ago 2013, 16h30

Um quadro com uma imagem satírica do presidente russo Vladimir Putin e do primeiro-ministro Dimitri Medvedev com corpos femininos e vestindo roupas íntimas foi apreendido pela polícia russa esta semana, informou a rede BBC. As autoridades levaram outras duas pinturas, antes de fechar a exposição na galeria conhecida como Museu de Autoridade, em São Petersburgo. Embora a polícia não tenha informado quais leis foram infringidas, a imprensa local afirma que a apreensão ocorreu com base em uma nova legislação que proíbe propaganda homossexual na Rússia. Outro motivo, mais facilmente dedutível, seria a interpretação de que os quadros ofendem as autoridades.

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O dono do museu, Aleksander Donskoi, disse que não recebeu nenhum mandato ou explicação sobre a retirada das imagens, que integravam uma exposição intitulada “Governantes”, de Konstantin Altunin. A diretora da galeria, Tatiana Titova, afirmou que o artista deixou o país, com medo de sofrer represálias. Altunin teria viajado para a França, onde solicitará asilo político. Em sua página em uma rede social russa, o artista disse querer os quadros de volta e acrescentou que eles foram levados “por um grupo criminoso organizado liderado por Milonov”.

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Vitaly Milonov foi retratado em outro quadro confiscado esta semana. Ele é membro da assembleia legislativa de São Petersburgo e um dos arquitetos da legislação contrária à propaganda homossexual. Na imagem, o parlamentar aparece ao lado de um arco-íris – símbolo do movimento gay. A outra pintura levada da galeria mostra a Igreja Ortodoxa Russa coberta de tatuagens.

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