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Ariel Sharon é enterrado com honras militares

Ex-primeiro-ministro israelense foi sepultado em rancho de sua família, ao lado do corpo de sua esposa Lili, falecida em 2000

Ariel Sharon foi enterrado nesta segunda-feira em sua fazenda do deserto no Neguev em cerimônia militar na qual participaram representantes do Exército e a classe política, dignatários estrangeiros, amigos e familiares. O presidente israelense, Shimon Peres, prestou homenagem a Ariel Sharon, durante a cerimônia de funeral neste fim de semana. “Ele foi o ombro sobre o qual se apoiou a segurança de nosso povo”, disse Peres ao se despedir de Sharon, ao qual descreveu como “amigo, líder e um grande militar”.

Peres ressaltou que “a vida de Sharon está impregnada na vida do Estado de Israel” e que “sua marca está gravada em todas suas colinas e vales”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que foi rival político do falecido líder, assinalou que Sharon foi um “líder pragmático” e que apesar de não concordar sempre com ele, reconhece que “seu pragmatismo está semeado de amor a Israel e ao povo judeu”.

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O sepultamento foi liderado pelo chefe do Estado-Maior, Beny Gantz, que ressaltou o papel desempenhado pelo ex-primeiro-ministro israelense. “Arik [apelido de Sharon], o comandante. Os títulos que te deram ao longo dos anos foram muitos, mas acho que o de ‘comandante’ é o que melhor te descreve”, disse Gantz antes de afirmar que o Exército israelense continuará seu legado durante muitos anos. O corpo de Sharon foi sepultado segundo o rito judeu junto ao de sua esposa Lili, falecida em 2000, na Colina das Anêmonas, que fica no rancho dos Sicomoros, que é propriedade da família do líder israelense. Seus dois filhos, Omri e Gilad, pronunciaram discursos nos quais ressaltaram a admiração que tinham do pai.

Velório e homenagens – Durante o velório de Sharon, que teve início neste domingo na esplanada do Parlamento israelense, Peres ressaltou que “a vida de Sharon está impregnada na vida do Estado de Israel” e que “sua marca está gravada em todas suas colinas e vales”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que foi rival político do falecido líder, assinalou que Sharon foi um “líder pragmático” e que apesar de não concordar sempre com ele, reconhece que “seu pragmatismo está semeado de amor a Israel e ao povo judeu”.

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que Sharon, “como os verdadeiros líderes, tinha uma estrela que mostrava a ele o caminho, do qual nunca se afastou e que era de garantir sobrevivência de Israel”. Biden participa nesta segunda-feira, liderando a delegação americana, dos funerais de Sharon no parlamento israelense. Em discurso Biden lembrou alguma de suas memórias pessoais com Sharon, e destacou que era “uma pessoa complexa com opiniões muito firmes com uma relação espiritual com a Terra de Israel”.

Além disso, o vice-presidente destacou a dedicação do ex-primeiro-ministro às relações entre Israel e EUA, que tiveram uma melhoria considerável pelas mãos de Sharon e do ex-presidente George W. Bush na década passada. “Para ele era muito importante a relação com os EUA e quando era primeiro- ministro trabalhou muito para fortalecê-la”, disse Biden, que chegou à vice-presidência dois anos depois de o líder israelense entrar em coma em 2006. (Continue lendo o texto)

Vídeo: O enterro de Ariel Sharon

Além da delegação dos EUA liderada por Biden, passaram pelo velório de Sharon, durante o fim de semana, vários líderes internacionais. Estiveram lá o enviado do Quarteto de Madri (formado em 2002 por EUA, Rússia, União Europeia e Nações Unidas), Tony Blair; o primeiro-ministro tcheco, Jiri Rusnok; o presidente da Câmara Baixa do Parlamento russo, Serguei Naryshkin; o ministro de Interior espanhol, Jorge Fernández Díaz, o ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier, entre outros.

Ariel Sharon morreu neste sábado em Tel Aviv aos 85 anos depois de permanecer oito anos em coma. No último mês, suas condições de saúde se deterioram e culminaram numa falência gradativa de órgãos e, por fim, numa parada cardíaca.

(Com agência EFE)