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Argumentos a favor do Brexit começam a virar pó

Principais apoiadores da campanha pela saída da União Europeia (UE) estão voltando atrás em suas promessas. Em Bruxelas, Merkel deu tom das negociações da saída

Por Da Redação 28 jun 2016, 14h42

Após a divulgação dos resultados do referendo que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), alguns dos principais políticos britânicos que apoiaram a campanha pelo Brexit (saída britânica) estão começando a voltar atrás em seus argumentos e promessas sobre o futuro do país fora do bloco. Uma das premissas centrais usadas por esses apoiadores da campanha era de que a saída do bloco permitiria ao Reino Unido economizar dinheiro, que poderia ser investido em políticas e setores públicos. Nigel Farage, líder do Partido da Independência do Reino Unido (Ukip) e um dos primeiros apoiadores da campanha pela saída, chegou a afirmar no início do mês em uma entrevista à emissora BBC que o país não teria mais de enviar 350 milhões de libras (1,5 bilhão de reais) semanais a Bruxelas e que, com essa economia, melhorias poderiam ser aplicadas no serviço Nacional de Saúde e em outros programas governamentais.

Porém, quase imediatamente após a divulgação do resultado do referendo, Farage negou ter feito tal promessa. De acordo com o jornal The New York Times, até mesmo o valor de 350 milhões de libras é equivocado. Segundo o Instituto para Estudos Fiscais, com sede em Londres, a contribuição do Reino Unido para a UE atualmente é de 150 milhões de libras (650 milhões de reais) semanais.

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O discurso sobre as políticas de imigração a ser adotadas também mudaram. Muitos dos apoiadores da campanha pela saída da EU, como o ex-prefeito de Londres Boris Johnson, afirmavam que após se retirar do bloco o Reino Unido não precisaria mais permitir que trabalhadores dos outros 27 estados-membros do bloco fossem aceitos automaticamente no país. A promessa era de que um novo sistema que aprovaria somente a entrada de imigrantes altamente qualificados seria implantado.

Porém, em um artigo publicado no domingo no jornal britânico The Telegraph, Johnson afirmou que os britânicos poderão continuar a viver, trabalhar e viajar livremente pelos outros países europeus – um privilégio que os países da UE certamente não concederão sem reciprocidade. Ele também prometeu que cidadãos de outras nações do bloco que vivem no Reino Unido “terão seus direitos totalmente protegidos”.

Nesta terça, em Bruxelas, antes da reunião sobre a saída definitiva do Reino Unido do bloco, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, também afirmou que os britânicos não poderão manter seu acesso ao mercado único da UE se negarem a livre circulação de cidadãos comunitários em seu território. “Acesso livre ao mercado comum alcança aquele que aceita as quatro liberdades fundamentais europeias: de pessoas, de bens, de serviços e de capital”, afirmou Merkel.

“Deve haver e haverá uma diferença palpável entre ser e não ser parte da família europeia. Quem deseja sair dessa família não pode esperar que as obrigações desapareçam e que se mantenham os privilégios”, disse. A chanceler deu como exemplo a Noruega, um país que não pertence à UE mas que, para ter direito de acesso ao mercado único, cumpre uma série de requisitos e obrigações.

(Da redação)

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