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Argentina: Patrimônio do ministro da Economia está na mira da Justiça

Um procurador federal pediu que Axel Kicillof seja investigado por suposto enriquecimento ilícito

Por Da Redação - 30 jun 2015, 23h05

Um procurador da Argentina pediu à Justiça que investigue o ministro da Economia do país, Axel Kicillof, por suposto enriquecimento ilícito. O procurador federal Eduardo Taiano solicitou ao juiz federal Claudio Bonadio que adote diferentes medidas para analisar a evolução do patrimônio do ministro.

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Segundo o ministro, o procurador atua com base em uma denúncia apresentada pelo advogado Santiago Dupuy de Lome, que o funcionário vinculou à força política opositora Proposta Republicana (Pró), liderada pelo prefeito de Buenos Aires e pré-candidato presidencial, o conservador Mauricio Macri.

“Não se cansam de inventar coisas”, disse Kicillof, de 43 anos, que está à frente do Ministério da Economia desde novembro de 2013, ao canal de notícias C5N.

Kicillof informou este ano ao Escritório Anticorrupção que seu patrimônio passou de 1,2 milhão de pesos (410.000 reais) em 2013 a 1,8 milhão de pesos no fechamento de 2014 (615.000 reais), segundo jornais locais. Ele disse que o aumento de seu patrimônio se explica pela revalorização de suas propriedades e também pelo fato de que ele “economiza” seu salário como ministro.

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“Não tem muito mistério, é fácil de explicar”, afirmou o ministro, que relacionou a denúncia com um ataque em plena campanha eleitoral.

O ministro detalhou que ganha 50.000 pesos mensais (equivalente a 17.000 reais), mais do que recebia até o final de 2013 como professor universitário, o que aumentou sua capacidade de poupança.

O procurador Taiano pediu que o juiz solicite ao Escritório Anticorrupção cópias das declarações juradas apresentadas pelo ministro à Administração Federal de Receita Pública pelos impostos de renda e bens pessoais. Também pede que se solicite informação a organismos públicos e bancos sobre possíveis bens em nome do ministro.

(Com Agência EFE)

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