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Argentina homenageia os 85 mortos do atentado contra a Amia

Passados 24 anos da explosão de um carro-bomba na entidade judaica, responsáveis ainda não foram levados à Justiça

Por Da Redação 18 jul 2018, 18h18 | Atualizado em 3 jul 2026, 23h24
Argentina homenageia os 85 mortos do atentado contra a Amia Priorize VEJA no Google

Representantes da comunidade judaica na Argentina, familiares e sobreviventes do atentado contra a Associação Mutual Israelense Argentina (Amia), em 1994, homenagearam nesta quarta (18) os 85 mortos e reiteraram seus pedidos de justiça às vítimas e de fim da impunidade.

Desde 1994, centenas de pessoas vão às ruas e se reúnem na porta da organização, no bairro Once, sob o lema “Em tempos de impunidade, lembrar é exigir justiça”. Ao som de uma sirene, às 9h53, o momento exato da explosão de um carro-bomba há 24 anos, deu-se o início da cerimônia deste ano. Estavam presentes a vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti, o chefe de Gabinete do governo, Marcos Peña, e outras autoridades.

“Neste instante, há 24 anos, nossos pais foram assassinados e, a partir daquele momento, não conseguimos mais aproveitar o exemplo de vida que nos davam diariamente. Neste lugar, há 24 anos, arrancaram de nós nossos amigos e irmãos e, desde então, nos falta o companheiro com quem dividir as nossas coisas”, afirmou o jornalista Luis Novaresio, em discurso.

Depois disso, foi feito um minuto de silêncio e foram lidos os nomes dos 85 que morreram na ação terrorista, que também deixou cerca de 300 feridos. Parentes e representantes da comunidade judaica voltaram a pedir justiça pelo caso e que os iranianos acusados pelo crime sejam presos. Todos os envolvidos têm pedido de prisão internacional.

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“É preciso dizer com muita força e clareza: sabemos quem tomou a decisão de colocar a bomba e quem executou a ação. Não podemos tolerar que os acusados possam atravessar as fronteiras de seu país, onde estão abrigados e protegidos com tanta impunidade”, afirmou o presidente da Amia, Agustín Zbar.

No ato, o procurador federal Alberto Nisman também foi lembrado. Por uma década, ele investigou o caso. Em 18 de janeiro de 2015, na véspera de acusar a então presidente Cristina Kirchner de ter acobertado os iranianos apontados como responsáveis pelo atentado, Nisman foi encontrado morto em sua casa.

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Hoje, o governo de Maurício Macri divulgou um comunicado enfatizando seu “firme compromisso na luta contra a impunidade e com a busca da verdade e pela justiça” e afirmando que a investigação do caso é uma causa apoiada por todos os argentinos.

“Por isso, não devemos retroceder no esforço de conseguir esclarecer este atentado e submeter à Justiça todos os responsáveis”, diz o texto, que reitera a “condenação enérgica e permanente ao terrorismo e à violência em todas as suas formas”.

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O ataque à Amia foi o segundo contra a comunidade de judeus na Argentina. Em 1992, 29 pessoas morreram na explosão de uma bomba na frente da embaixada de Israel, também na capital. A comunidade judaica atribui o planejamento e a execução dos dois atentados ao Irã e ao Hezbollah.

(Com EFE)

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