Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Argentina está satisfeita com detenção na Bolívia de ex-militar torturador

Por Da Redação 25 dez 2011, 22h43

Buenos Aires, 25 dez (EFE).- O Governo argentino se mostrou neste domingo satisfeito com a detenção na Bolívia do ex-militar Luis Enrique Baraldini, acusado de ter integrado a repressão coordenada na América do Sul durante os anos 70 e de ter participado de um suposto plano para atentar contra o presidente boliviano, Evo Morales.

Baraldini, foragido da justiça argentina desde 2003, foi detido este sábado na cidade boliviana de Santa Cruz e este domingo foi levado a um posto fronteiriço, na região sulina de Tarija, onde foi entregue a autoridades argentinas a fim de ser julgado pelos delitos que é acusado.

‘É um oficial muito procurado, foragido há muito tempo, e além de extrema ferocidade nos anos do terrorismo de Estado, e que também evidenciou periculosidade até há muito pouco, quando na Bolívia participou de uma tentativa de magnicídio contra o presidente Evo Morales’, afirmou a ministra argentina de Segurança, Nilda Garré, à imprensa.

A funcionária se referiu assim ao suposto bando desarticulado em 2009 em Santa Cruz que, segundo denunciou o Governo boliviano naquele momento, preparava um atentado contra Morales.

‘Trata-se dos relatos de testemunhas que o definem como um homem de extrema ferocidade, que torturava pessoalmente, participava das sessões de tortura e torturava’ durante a última ditadura militar argentina (1976-1983), acrescentou Nilda.

Baraldini, de 73 anos, participou ‘ativamente’ no Plano Condor, tal como se conhece as ações repressivas efetuadas conjuntamente pelos regimes militares do Cone Sul há 30 anos, acrescentou a ministra.

O ex-militar, que trabalhava na província argentina de El Pampa durante a ditadura e foi depois adido militar na Bolívia, contou com a ajuda de familiares para se manter foragido da justiça argentina, disse Nilda. EFE

Continua após a publicidade
Publicidade