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Argélia: sequestrador morto era motorista do campo de gás

Ele teria sido demitido há 1 ano, e seu corpo foi reconhecido pelos funcionários

Por Da Redação - 23 jan 2013, 09h44

Um dos membros do comando islamita que sequestrou centenas de reféns em um campo de gás na Argélia – e morreu durante a invasão das forças especiais do Exército argelino – já havia trabalhado como motorista em uma das empresas que operam no complexo In Amenas, informou nesta quarta-feira uma fonte de segurança local. O sequestrador teria sido demitido há cerca de um ano, e seu corpo foi reconhecido pelos empregados do campo de gás.

De acordo com um balanço ainda preliminar feito na segunda-feira pelo primeiro-ministro argelino, Abdelmalek Sellal, na retomada morreram 37 reféns estrangeiros e um argelino, assim como 29 sequestradores. Outros três membros do comando foram encontrados vivos. A maioria dos reféns morreu com tiros na cabeça. Cinco estrangeiros permanecem desaparecidos, e restam ainda sete corpos para ser identificados.

O atentado no campo de gás, atribuído ao grupo islâmico Batalhão de Sangue, é considerado uma reação dos rebeldes ao apoio do governo argelino à intervenção francesa no Mali. Na terça-feira, um representante de Mokthar Belmokthar, o terrorista que comandou o ataque à usina de gás, fez ameaças via imprensa à França, considerando o ataque ao complexo um “sucesso”.

No início desta semana, os Exércitos malinês e francês conseguiram retomar o controle de duas importantes cidades centrais do Mali, Diabaly e Douentza. As forças americanas deram início ao transporte aéreo de tropas francesas e equipamentos de uma base no sul da França até Bamako, por meio de aviões de modelo C-17.

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Terror – O Batalhão de Sangue nasceu há pouco tempo a partir da Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI). Segundo o governo argelino, todos os terroristas são subordinados a Belmokthar, que fundou a milícia no fim do ano passado depois de ser expulso da Al Qaeda magrebina, por insubordinação.

Belmokthar é um jihadista veterano conhecido por tomar reféns e contrabandear desde imigrantes ilegais até cigarros. Ele nasceu em 1972 na Argélia e viajou ao Afeganistão em 1991 para combater o governo local. Nesses combates, perdeu um olho, o que lhe rendeu o apelido de “Zarolho”.

(Com agência France-Presse)

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