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Arábia Saudita rejeita assento no Conselho de Segurança

País disse que órgão da ONU precisa ser reformado e o acusa de adotar "política de dois pesos e duas medidas" para lidar com crises

Por Da Redação - 18 out 2013, 09h45

A Arábia Saudita informou nesta sexta-feira que não vai aceitar um assento rotativo no Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas enquanto o órgão não for reformado. O país foi eleito para uma vaga na quinta-feira. Ao justificar a necessidade de reforma, o país citou o fracasso do órgão em encontrar soluções para a guerra na Síria e a questão palestina.

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“A Arábia Saudita considera que a forma, os mecanismos de trabalho e a atual política de dois pesos e duas medidas no Conselho de Segurança impedem que este cumpra com seus deveres e enfrente sua responsabilidade da forma adequada para manter a segurança e a paz”, afirmou um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

Os sauditas, aliados dos EUA, apoiam os rebeldes que lutam contra o ditador Bashar Assad. O governo do país ficou frustrado quando as potências que chegaram a defender uma intervenção na guerra civil recuaram ao decidir apoiar um plano para eliminar o arsenal químico do regime sírio. No início do mês, os sauditashaviam cancelado um discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU para demonstrar insatisfação.

A Arábia Saudita foi eleita ao lado de Chile, Chade, Nigéria e Lituânia para cumprir um mandado de dois anos no CS. As vagas são divididas entre os continentes.

Além dos membros rotativos, o CS conta cinco membros permanentes com poder de veto: Estados Unidos, Rússia, França, China e Grã-Bretanha. Neste último grupo, houve divisões nos últimos meses sobre como lidar com a crise síria. China e Rússia apoiam Assad. Já os EUA, França e Grã-Bretanha querem a saída do ditador e a formação de um governo de transição.

(Com agências Reuters e EFE)

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