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Arábia Saudita acusa Líbano de declarar guerra contra o reino

Em entrevista, ministro saudita aponta grupo libanês Hezbollah por "agressão" contra o país

Por Da redação
Atualizado em 4 jun 2024, 20h07 - Publicado em 7 nov 2017, 13h31

O governo da Arábia Saudita acusou o Líbano de “declarar guerra” ao país devido à “agressão do Hezbollah” contra o reino. A declaração foi feita por Thamer al-Sabhan, ministro saudita para questões do Golfo, em entrevista à rede Al-Arabiya, na qual culpa o grupo xiita, citado pelo oficial como “bancado pelo Irã”, de “sequestrar o Líbano”.

“Os libaneses precisam escolher entre a paz ou se alinhar ao Hezbollah”, ameaçou Sabhan. O político disse que as milícias do grupo xiita estão envolvidas em “atos terroristas que ameaçam o reino”. Riad, segundo ele, “fará uso de todos os meios disponíveis para combater o Partido de Satã”, forma como se referiu ao Hezbollah, a quem acusa de traficar drogas para o país.

A mensagem, segundo o oficial saudita, já havia sido comunicada a Saad al-Hariri, político libanês que declarou sua renúncia como primeiro-ministro do país no sábado. Alegando “temer por sua vida”, Hariri, político sunita que pegou a todos de surpresa com o anúncio feito a partir da capital saudita Riad, acusou o Irã e o Hezbollah de “controlarem” o Líbano.

Nesta terça-feira, o ex-primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, anunciou que Hariri, líder de seu partido, “voltará” ao Líbano. De acordo com a agência de notícias Reuters, ele conversou com o chefe de Governo na segunda-feira e falou que o retorno do oficial é “prioridade”. O ministro de Defesa libanês, Salim Jreissati, anunciou que nenhuma medida será tomada sobre a sucessão do cargo até que Hariri esteja de volta ao país para esclarecer os motivos de sua renúncia.

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Irã

As palavras duras de Sabhan ganharam apoio do príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman, que, segundo informa a Al-Arabiya, responsabilizou nesta terça-feira o Irã de fornecer misseis aos rebeldes houthi , o que foi considerado pelo governo saudita como “uma agressão militar direta”. No sábado, a Arábia Saudita interceptou e destruiu um míssil balístico próximo à capital Riad, disparado do Iêmen pelos houthi, que detêm parte do controle do Iêmen.

O regime de Teerã, por sua vez, negou as acusações, e acusou Riad de “crimes de guerra” e “bullyng regional”. O porta-voz do ministério de Relações Exteriores do Irã, Bahram Ghassemi, disse que o ataque a míssil do sábado foi “uma ação independente em resposta à agressão saudita”, adicionando que seu país não tem relação alguma com o incidente.

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